chegou o dia em que não consigo mais
me diluir pelo mundo.
me assumi responsável por mim.
a responsabilidade
da real liberdade
me fez abdicar do ideal.
fiquei vazio
e a vida ficou pesada.
sem ideal a vida parece não ter sentido:
se arrasta por nós através do tempo.;
ninguém mais é capaz de me fazer feliz
nenhum trabalho me realiza
não existe mais o porvir de felicidade.
esta é a bela crueza da realidade.
chegou o dia em que a vida,
apenas, é uma ordem:
sem mistificações.
chegou o dia em que o sentido
se liquefez num cotidiano
de (revi)ravoltas.
ele apenas está esparramado por ai
num sorriso, ou num choro sincero.
ele apenas é.
chegou o dia em que eu me basto em mim:
eu invento o mundo.
por isso meus ombros suportam o mundo.
domingo, 2 de dezembro de 2012
ausência de si
nesse embróglio
preciso ser alguém
me vomito
não me entendo.
não me amo.
não me quero.
quero me vomitar todo.
dias de
horas (nada)ando por ai
e nada mais.
e no final
estou explodindo
no meio desse vazio
cheio demais que criei.
só quero ser eu mesmo,
será que isso é tão dificil assim?
preciso ser alguém
me vomito
não me entendo.
não me amo.
não me quero.
quero me vomitar todo.
dias de
horas (nada)ando por ai
e nada mais.
e no final
estou explodindo
no meio desse vazio
cheio demais que criei.
só quero ser eu mesmo,
será que isso é tão dificil assim?
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
love like a sunset
eu abro no fecho
começo onde termino
no infinito horizonte
céu e mar se beijam
no infinito
horizonte visível
possivel ou
impossível?
se o pintarmos de ideais
continuará impossível.
não há fim
nem começo:
o tempo como unidade
é uma invenção do homem.
a vida, como o tempo
são fluxos e por isso
intermináveis.
o segredo da eternidade não é a duração
mas a entrega.
frente a nossa entrega o universo
se comove e tudo acontece.
ame como um pôr do sol.
começo onde termino
no infinito horizonte
céu e mar se beijam
no infinito
horizonte visível
possivel ou
impossível?
se o pintarmos de ideais
continuará impossível.
não há fim
nem começo:
o tempo como unidade
é uma invenção do homem.
a vida, como o tempo
são fluxos e por isso
intermináveis.
o segredo da eternidade não é a duração
mas a entrega.
frente a nossa entrega o universo
se comove e tudo acontece.
ame como um pôr do sol.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
devir
a gente sempre acha
que temos um dever:
a coisa certa a se fazer.
pobres de nós, somos tão
sem sentido como uma barata.
nos esquecemos disso, mas a vida
nos lembra.
e é justamente desse mar de caos
(vazio de signos, se nos permitimos mergulhar)
que brota delicado o devir.
ele é o dever que já não é mais
mas continua sendo.
como num rio não existem dois pontos
iguais, mas não deixa de ser um fluxo.
como um horizonte em que céu e
mar nunca se encontram, mas continuam
se beijando.
eterno devir, nos faz eternar por ai
numa lágrima
num sorriso
num momento.
fugidios e por isso eternos.
somos o que não fomos preparados para ser:
humanos demasiado humanos.
que temos um dever:
a coisa certa a se fazer.
pobres de nós, somos tão
sem sentido como uma barata.
nos esquecemos disso, mas a vida
nos lembra.
e é justamente desse mar de caos
(vazio de signos, se nos permitimos mergulhar)
que brota delicado o devir.
ele é o dever que já não é mais
mas continua sendo.
como num rio não existem dois pontos
iguais, mas não deixa de ser um fluxo.
como um horizonte em que céu e
mar nunca se encontram, mas continuam
se beijando.
eterno devir, nos faz eternar por ai
numa lágrima
num sorriso
num momento.
fugidios e por isso eternos.
somos o que não fomos preparados para ser:
humanos demasiado humanos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
raiva
preciso destruir o mundo
preciso destruir essa merda toda
preciso explodir
queria que tudo fosse diferente
e não é por minha culpa
queria poder mudar tudo
mas eu só faço tudo errado
estou com raiva de mim.
vou assim me matando aos poucos
explodindo por dentro
até não aguentar mais e vomitar tudo.
só transformando toda ess a raiva
em força de existir
vou ser ser capaz de transformar
o mundo.
preciso destruir essa merda toda
preciso explodir
queria que tudo fosse diferente
e não é por minha culpa
queria poder mudar tudo
mas eu só faço tudo errado
estou com raiva de mim.
vou assim me matando aos poucos
explodindo por dentro
até não aguentar mais e vomitar tudo.
só transformando toda ess a raiva
em força de existir
vou ser ser capaz de transformar
o mundo.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
ecce homo
"aqui não se pode mais fazer menos que responder à pergunta "como chegar a ser o que é"? Com isso, toco a obra-prima da arte da auto conservação, do egoísmo.. Com efeito, se admitirmos a determinação, a missão particular, o destino dessa misão está muito acima da média ordinária, pois não há perigo maior do que dar-se conta de si meso e, conjuntamente, desta missão.O fao de tornar-se aquilo que é, admite que não se tenha mais longinqua ideia ideia daquilo que se é. Sob este ponto de vista também os erros da vida T~em o seu significado e o seu valkor, bem como as estradas mais longase os dos círculos viciosos, as cogitações, as "modéstias", a seriedade, dissipados pelas finalidades que se situam fora daquele escopo. Nisso se amnifesta uma grande sabedoria; se esquecer-se,menoscabar-se,dimuir-se,restringir-se,tornar-se medíocre seria encarnar a própria "razão". Para expressar-se com uam forma colhida da moral; o amor do próximo, o viver pelos outros etc podem ser as medidas preventivas para a conservação do mais absoluto amor de si mesmo.Este é o caso excepcional no qual eu, contra os meus hábitos e as minhas convicções , defendoos impulsos altruísticos:aqui eles agem a favor do egoismo, da educação pessoal.è necessário possuir toda superfície da consciência- a consciência é uma superfície- vazia de qualquer grande imperativo."
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
sentido
o sentido é sempre sentido
pode ser um riso,
um frio na barriga:
está solto por ai
como uma andorinha.
não adianta tentar pegá-lo
ou guardá-lo:
ele é livre.
não adianta buscá-lo
ele só dá o ar da graça
no momento devido.
não adianta tentar conformá-lo
num ideal
porque ele é
e não é.
quando sentido sempre
deixa boas lembranças
porque nos lembra quem somos.
e somos isso: tradição
e traição.
pode ser um riso,
um frio na barriga:
está solto por ai
como uma andorinha.
não adianta tentar pegá-lo
ou guardá-lo:
ele é livre.
não adianta buscá-lo
ele só dá o ar da graça
no momento devido.
não adianta tentar conformá-lo
num ideal
porque ele é
e não é.
quando sentido sempre
deixa boas lembranças
porque nos lembra quem somos.
e somos isso: tradição
e traição.
domingo, 11 de novembro de 2012
encontro
quando nada faz sentido:
guerra civil cá dentro.
não sei quem sou
que quero.
estou caindo dentro do
abismo que há em meu peito.
em meio queda perco a noção
de quem sou, e como
num passe de mágica me deixo cair.
então percebo que não estou caindo.
estava sendo, apenas.
sou humano.
me reencontrei comigo.
não preciso de mais nada.
e tudo vai fazer sentido
porque eu sou.
guerra civil cá dentro.
não sei quem sou
que quero.
estou caindo dentro do
abismo que há em meu peito.
em meio queda perco a noção
de quem sou, e como
num passe de mágica me deixo cair.
então percebo que não estou caindo.
estava sendo, apenas.
sou humano.
me reencontrei comigo.
não preciso de mais nada.
e tudo vai fazer sentido
porque eu sou.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
disfarce
enquanto eu tentar entender
não entendo.
enquanto eu tentar amar
não amo.
enquanto eu tentar me encontrar
não me encontro.
não posso me salvar.
sou herege
por isso não dianta tentar.
tentar é um disface.
tento alcançar o inacançavel:
estou preso pelos meus próprios
grilhões.
só me resta jogar-me no abismo.
não entendo.
enquanto eu tentar amar
não amo.
enquanto eu tentar me encontrar
não me encontro.
não posso me salvar.
sou herege
por isso não dianta tentar.
tentar é um disface.
tento alcançar o inacançavel:
estou preso pelos meus próprios
grilhões.
só me resta jogar-me no abismo.
sábado, 3 de novembro de 2012
a Paulo Lemisky
a arte corrompe
aos olhos dela
tudo pode ser uma
merda cagada.
e no fim
quem somos?
uma merda qualquer
que nem todas as merdas.
então tudo tanto faz.
mas e o brilho de um olhar;
o calor de um abraço
onde estão??
estão por toda parte
quando a liberdade de ser
aquilo que somos vibra
no peito.
não existem mais limites
porque somos tudo.
arte por toda
parte.
porque isso de querer ser
exatamente o que a gente é
ainda vai nos levar além.
aos olhos dela
tudo pode ser uma
merda cagada.
e no fim
quem somos?
uma merda qualquer
que nem todas as merdas.
então tudo tanto faz.
mas e o brilho de um olhar;
o calor de um abraço
onde estão??
estão por toda parte
quando a liberdade de ser
aquilo que somos vibra
no peito.
não existem mais limites
porque somos tudo.
arte por toda
parte.
porque isso de querer ser
exatamente o que a gente é
ainda vai nos levar além.
sábado, 13 de outubro de 2012
dia das crianças
criança não
é porque quer
é, apenas,
é
como tomar banho
com os irmãos,
porque o corpo é nosso.
se ele é nosso, nada de ruim
pode acontecer.
como se enroscar na cama com mamãe
porque é a mamãe
como brincar com os amiguinhos
dançar, cantar, sem se preocupar
com o corpo: ele é puro.
faz parte, e não há
nada de errado.
por isso nos libertamos
porque a liberdade não importa
mais.
ela pulsa em nossos peitos.
é porque quer
é, apenas,
é
como tomar banho
com os irmãos,
porque o corpo é nosso.
se ele é nosso, nada de ruim
pode acontecer.
como se enroscar na cama com mamãe
porque é a mamãe
como brincar com os amiguinhos
dançar, cantar, sem se preocupar
com o corpo: ele é puro.
faz parte, e não há
nada de errado.
por isso nos libertamos
porque a liberdade não importa
mais.
ela pulsa em nossos peitos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
encenação
no inicio sentia-se ele
no meio não sabia
e perto do fim não
era mais ele, então
o que era?
é que acreditava que aquilo fazia
dele ele mesmo:
só o amor poderia ter este poder de afirmação.
chegou um dia em que tudo ficou de cabeça
para baixo.
ele vivia tentando agradá-la.
porque(?),se ele era ele senão ele?
ele não podia estar sendo.
o que era a vida, então, encenação?
no meio não sabia
e perto do fim não
era mais ele, então
o que era?
é que acreditava que aquilo fazia
dele ele mesmo:
só o amor poderia ter este poder de afirmação.
chegou um dia em que tudo ficou de cabeça
para baixo.
ele vivia tentando agradá-la.
porque(?),se ele era ele senão ele?
ele não podia estar sendo.
o que era a vida, então, encenação?
domingo, 26 de agosto de 2012
dois patinhos na lagoa
o tempo passa
as questões importante
ficam desimportantes
e o gostinho do tempo passando
traz uma doce conclusão: é tão simples.
é tudo aquilo que voce pensou
confabulou, planejou
simplesmente passou.
tão rápido que nunca foi
nem será.
descobri também que
disfarçar pode ser bom
nada é o tempo todo
nem nunca será.
porque nem tudo pode ser falado.
"Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir
pra parar.
Aí eu paro,
tiro o sapato e
danço o resto da minha vida."
Chacal
as questões importante
ficam desimportantes
e o gostinho do tempo passando
traz uma doce conclusão: é tão simples.
é tudo aquilo que voce pensou
confabulou, planejou
simplesmente passou.
tão rápido que nunca foi
nem será.
descobri também que
disfarçar pode ser bom
nada é o tempo todo
nem nunca será.
porque nem tudo pode ser falado.
"Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir
pra parar.
Aí eu paro,
tiro o sapato e
danço o resto da minha vida."
Chacal
sábado, 18 de agosto de 2012
muito estranho
um dia me olho
no espelho:
eu sou eu.
e isso faz com que eu me odeie
quero ser senão eu.
talvez é porque estou cego:
meus olhos não me olham.
estou a sos com Deus.
entendi.
a vida só pode ser vivida pela dor
ou pelo prazer ou sobrevivida.
enquanto eu não me desentender
e escolher ser eu,
até nas pequenas coisas:
sentir a dádiva desta oportunidade.
serei prisioneiro de mim.
respiro, eu sou eu
um com ar e tudo
e por isso também sou nada
só mais uma criatura viva
como todas as outras.
então, eu posso ser livre.
esta é a saída do mito de platão:
eu também sou uma ilusão.
no espelho:
eu sou eu.
e isso faz com que eu me odeie
quero ser senão eu.
talvez é porque estou cego:
meus olhos não me olham.
estou a sos com Deus.
entendi.
a vida só pode ser vivida pela dor
ou pelo prazer ou sobrevivida.
enquanto eu não me desentender
e escolher ser eu,
até nas pequenas coisas:
sentir a dádiva desta oportunidade.
serei prisioneiro de mim.
respiro, eu sou eu
um com ar e tudo
e por isso também sou nada
só mais uma criatura viva
como todas as outras.
então, eu posso ser livre.
esta é a saída do mito de platão:
eu também sou uma ilusão.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
tudo dói
te recorto
você, eu
me lembrou outro nós
de outrora.
meu sangue não mente.
apesar de eu ainda sou uma parte sua.
é duro ser eu
observo meu reflexo
sem expressionismos
sem barroco:
nu e cru.
tudo dói.
dor de existir mais forte do que a cabeça pode aguentar.
cansado por dentro:
a vida não perdoa quem quer se reescrever.
você, eu
me lembrou outro nós
de outrora.
meu sangue não mente.
apesar de eu ainda sou uma parte sua.
é duro ser eu
observo meu reflexo
sem expressionismos
sem barroco:
nu e cru.
tudo dói.
dor de existir mais forte do que a cabeça pode aguentar.
cansado por dentro:
a vida não perdoa quem quer se reescrever.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
sentidos
passei a vida procurando sentidos. filosofias. e numa manhã de sol, lendo textos acadêmicos que achava que iam me levar a algum lugar decido fazer uma pausa. assisto um vídeo bobo de família. sorrateiramente lágrimas vem ao rosto.como é lindo poder ver a humanidade de um humano.a vida não está nos livros nem nunca esteve. ela está solta por ai, por isso que quando decidi deixar de viver pensando com a cabeça fiquei louco.a razão nos dilacera, nos rotula e classifica e ai vão ficando pedaços nossos pelo caminho. não estamos preparados para a vida, e justamente por isso vivemos. e também por isso conseguimos fazer tudo o que é "importante" por que sabemos que não tem importância nenhuma.tão derepente eu sou.por isso nenhum texto acadêmico vai me levar a lugar algum, porque eu já fui. se eu fosse, não seria, mas só por esses segundos sentidos eu sou e, agora, fui.a divisão do tempo é uma ilusão.é, ainda sou, espero.apesar disso ainda tenho coisas desimportantes para fazer. pelo menos agora sei que sou.
sábado, 4 de agosto de 2012
plano de fuga para cima dos outros e de mim
me digo louco.
me desdigo.
e me peço: volta
revolta.
não, não é assim.
preciso enlouquecer
é a única saída.
na fuga me refugio.
não sobrou nada.
te observo.
fujo porque me evito
volto porque te amo.
me desdigo.
e me peço: volta
revolta.
não, não é assim.
preciso enlouquecer
é a única saída.
na fuga me refugio.
não sobrou nada.
te observo.
fujo porque me evito
volto porque te amo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
gratidão
acordo.
escovo os dentes.
coloco a roupa.
saio de casa.
tudo normal.
(silêncio)
te olho.
vim das suas entranhas
fui esculpido pelo
seu sangue.
e
derepente percebo:
eu sou eu.
se eu sou eu
e não outro
sou.
me estranho.
(porque sinto isso?)
se sou, somos.
e se somos, existe um Deus em algum lugar.
porque tudo, por mais que eu rejeite
tem um dedo de Deus.
Porque Ele é tudo e nada.
se tudo assim é
porque é
sou agraciado por ser como sou.
quem sou.
apesar de:
gratidão.
apesar de:
te amo.
escovo os dentes.
coloco a roupa.
saio de casa.
tudo normal.
(silêncio)
te olho.
vim das suas entranhas
fui esculpido pelo
seu sangue.
e
derepente percebo:
eu sou eu.
se eu sou eu
e não outro
sou.
me estranho.
(porque sinto isso?)
se sou, somos.
e se somos, existe um Deus em algum lugar.
porque tudo, por mais que eu rejeite
tem um dedo de Deus.
Porque Ele é tudo e nada.
se tudo assim é
porque é
sou agraciado por ser como sou.
quem sou.
apesar de:
gratidão.
apesar de:
te amo.
terça-feira, 31 de julho de 2012
para onde?
não consegue sair de casa
não consegue tomar decisão.
diz que sabe o que quer
mas, então, porque tanta neblina?
é, nem ele sabe.
segue assim sem saber
o que quer da vida.
é o jeito.
tenta canalizar planos,
objetivos, metas.
mas é tudo feito de ar.
se desmancha.
danado
se sabota sem saber.
é sem saber
acaba não sendo mais.
(se espatifou por ai)
não consegue tomar decisão.
diz que sabe o que quer
mas, então, porque tanta neblina?
é, nem ele sabe.
segue assim sem saber
o que quer da vida.
é o jeito.
tenta canalizar planos,
objetivos, metas.
mas é tudo feito de ar.
se desmancha.
danado
se sabota sem saber.
é sem saber
acaba não sendo mais.
(se espatifou por ai)
terça-feira, 10 de julho de 2012
o louco
todos vivem em função de coisas.
ele vive em função do nada.
todos tem comprimissos.
ele tem deveres.
vive na sombra da desrazão
onde não há formas.
cheio das personalidades forjadas
busca alguma coisa genuína.
cheio dos entedimentos
dentro da formalidade lógica positiva.
cheio de tudo isso.
tão cheio que fica vazio, louco que é
vive sob a égide do paradoxo.
quer gritar, mas não pode
porque seus pares não o entendem
porque ele é louco.
ele vive em função do nada.
todos tem comprimissos.
ele tem deveres.
vive na sombra da desrazão
onde não há formas.
cheio das personalidades forjadas
busca alguma coisa genuína.
cheio dos entedimentos
dentro da formalidade lógica positiva.
cheio de tudo isso.
tão cheio que fica vazio, louco que é
vive sob a égide do paradoxo.
quer gritar, mas não pode
porque seus pares não o entendem
porque ele é louco.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
vazio
-meu filho, o que você aprendeu com esse curso? Seis meses
estudando artes, deve ter aprendido muita coisa..
(silêncio)
-aprendi que não me vejo sendo economista.
-vai fazer o que então?
- a minha última idéia foi fazer um concurso de ensino
médio.
- vc é igual ao seu pai. Tanto talento jogado fora.
Esse vazio do pai assusta os dois. Assombra. vazio de tudo aquilo que podia ser, mas não foi.Ele foi a vida
inteira o projeto de redenção da mãe. O projeto dela era um filho com um bom
emprego, família e pai dedicado. Pena que no meio do caminho ele virou ele e ai
não dava mais.
porque depois que ele era ele, nada mais fez sentido. antes, no fundo, ele sabia o que queria. mas achava que não podia. ele era a salvação daquela família. ele tinha que resolver os problemas. tinha que acompanhá-la.ele a amava tanto que deixou de ser ele por anos. mas quando a gente volta ser a gente não tem volta. ele sabia disso. foi tanto tempo sendo uma coisa perdido.. um projeto de redenção. sendo ele, ele viu que ele também era o vazio do pai.vazio de futuro linear.
se o vazio também estava nele, porque, então, inventar um eu de redenção? isso seria carregar uma culpa cristã por uma vida. não, ele tinha que ser ele e ponto.
Muito tempo já tinha se passado. As escolhas dele eram confusas. E chegou um dia que se ele não fosse ele, não o seria nunca mais.Chegou o dia de encarar a fera. A melhor estratégia era o silêncio e os abraços. como as pobres palavras não se faziam entrelaçar para se tornar o diálogo, ele não a respondia mais revoltado. Calado deixava que ela falasse, e fizesse todas as críticas que ele sempre fez a ele mesmo.Respirava, olhava nos seus olhos e observava. Uma hora ela se cansava e iam dormir.
-Sabe qual é a minha consolação? um dia após o outro. diz a mãe.
É, nada como um dia após o outro.
(vou descobrir o que me faz sentir eu cacçador de mim.)
domingo, 8 de julho de 2012
cansei
quando canso
lembro de vc.
(ao meu lado)
as vezes me dá medo.
oscilo.
e se eu te machucar?
não, só posso fazer mal a mim.
eu e tudo isso nessa cabeça.
cansei da minha solidão.
cansei de ser eu.
cansei de ter medo.
(crescer dói)
vou entregar o controle
com a minha alma de brinde.
que assim seja.
entrega desmitifica o medo.
" a vida não perdoa quem quer se reescrever"
lembro de vc.
(ao meu lado)
as vezes me dá medo.
oscilo.
e se eu te machucar?
não, só posso fazer mal a mim.
eu e tudo isso nessa cabeça.
cansei da minha solidão.
cansei de ser eu.
cansei de ter medo.
(crescer dói)
vou entregar o controle
com a minha alma de brinde.
que assim seja.
entrega desmitifica o medo.
" a vida não perdoa quem quer se reescrever"
terça-feira, 3 de julho de 2012
acreditar
era uma vez um menino.
tinha mil sonhos.
mas também queria ser perfeito em todos eles.
de tanta perfeição
foi colocando seus sonhos
pra debaixo do tapete
e ao fim, ele estava todo escondido.
tinha amigos que não gostava.
tinha uma vida que detestava.
mas um dia, ele se apaixonou.
achou que fosse enontrar a sua salvação.
pobre menino, não existe salvação.
de tanto querer se salvar
se afogou no meio de si.
tinha raiva dele mesmo.
ele era o culpado por tudo aquilo.
passou a odiar sua essência de pureza
e inocência.
ele se escondeu
então atrás da face de um sonhador
leve e despreocupado.
e foi vivendo assim anos a fio.
conforme o tempo passava
ele brincava de testar limites.
tudo que não podia agora podia.
mas chegou o dia, em que isso não fazia mais sentido.
chegou o dia em que o o sol
se fez plácido.
e ele pleno.
o dia em que ele, finalmente, tinha voltado a ser ele.
o sonho agora estava nas suas mãos.
ele sempre pôde ser feliz.
só esqueceu de acreditar.
o menino abraçou forte o jovem que hoje era.
e fizeram a promessa de nunca mais se separar.
estavam prontos para se entregar a sincronicidade.
tinha mil sonhos.
mas também queria ser perfeito em todos eles.
de tanta perfeição
foi colocando seus sonhos
pra debaixo do tapete
e ao fim, ele estava todo escondido.
tinha amigos que não gostava.
tinha uma vida que detestava.
mas um dia, ele se apaixonou.
achou que fosse enontrar a sua salvação.
pobre menino, não existe salvação.
de tanto querer se salvar
se afogou no meio de si.
tinha raiva dele mesmo.
ele era o culpado por tudo aquilo.
passou a odiar sua essência de pureza
e inocência.
ele se escondeu
então atrás da face de um sonhador
leve e despreocupado.
e foi vivendo assim anos a fio.
conforme o tempo passava
ele brincava de testar limites.
tudo que não podia agora podia.
mas chegou o dia, em que isso não fazia mais sentido.
chegou o dia em que o o sol
se fez plácido.
e ele pleno.
o dia em que ele, finalmente, tinha voltado a ser ele.
o sonho agora estava nas suas mãos.
ele sempre pôde ser feliz.
só esqueceu de acreditar.
o menino abraçou forte o jovem que hoje era.
e fizeram a promessa de nunca mais se separar.
estavam prontos para se entregar a sincronicidade.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
promessas ao vento
amada, hoje
te prometo tudo que tenho:
momento presente.
não posso te prometer a fidelidade
de um padre: não acredito em religião
nem em monogamia cega.
te prometo minha sinceridade
brindada com honestidade, de coração.
não te prometo felicidade eterna.
mas posso me arriscar a
prometer momentos ternos.
e te garanto, eles serão eternos.
prometo te amar como és
em todas suas perfeições
e imperfeições.
prometo estar aqui
pro que der e vier.
prometo
um dia de sol, se assim universo quiser.
te prometo tudo o que tenho:meu coração.
te prometo tudo que tenho:
momento presente.
não posso te prometer a fidelidade
de um padre: não acredito em religião
nem em monogamia cega.
te prometo minha sinceridade
brindada com honestidade, de coração.
não te prometo felicidade eterna.
mas posso me arriscar a
prometer momentos ternos.
e te garanto, eles serão eternos.
prometo te amar como és
em todas suas perfeições
e imperfeições.
prometo estar aqui
pro que der e vier.
prometo
um dia de sol, se assim universo quiser.
te prometo tudo o que tenho:meu coração.
domingo, 1 de julho de 2012
sagrado
estranho esse mundo
em que declarar amor assusta.
temos que escolher apenas um
para tal feito
só de pensar que
só por hoje
posso ser sincero contigo:
falar tudo.
me sinto tão emancipado
que nada mais faz sentido
nada mais me distrai
por isso todo amor é sagrado.
e frente a tamanha dádiva
de tê-lo na mão.
nos basta louvá-la
aceitá-lo como caminho:
nada pode se opor a ele
pois ele é tudo.
e nós passamos a meros observadores
com o tempo ele ganha pernas.
nós só o acompanhamos:vivemos.
em que declarar amor assusta.
temos que escolher apenas um
para tal feito
só de pensar que
só por hoje
posso ser sincero contigo:
falar tudo.
me sinto tão emancipado
que nada mais faz sentido
nada mais me distrai
por isso todo amor é sagrado.
e frente a tamanha dádiva
de tê-lo na mão.
nos basta louvá-la
aceitá-lo como caminho:
nada pode se opor a ele
pois ele é tudo.
e nós passamos a meros observadores
com o tempo ele ganha pernas.
nós só o acompanhamos:vivemos.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
germinar
nasce o amor
calem-se
fiquem todos mudos: ele nasce em algum lugar.
já não se alimenta
de sonhos impossíveis.
ele é de carne e osso.
ele sou eu.
somos nós: um.
brota do acaso
do universo e vem até mim
e me sussurra assim:
é possível ser feliz sim!
calem-se
fiquem todos mudos: ele nasce em algum lugar.
já não se alimenta
de sonhos impossíveis.
ele é de carne e osso.
ele sou eu.
somos nós: um.
brota do acaso
do universo e vem até mim
e me sussurra assim:
é possível ser feliz sim!
terça-feira, 26 de junho de 2012
freely
do fim nasce
a inspiração para
o novo começo.
a dança da vida é circular.
tempo de recomeçar:
coração no seu lugar.
depois do por do sol
vem outro nascer.
o calor do nascer
do sol me aquece.
o medo do desconhecido
nada pode com tamanho esplendor.
eu não sou nada
a não ser esse nada.
não há o que temer.
nada sou:
ego dissolvido.
estou pronto para ser tudo:
partícula do universo.
não amo mais pessoas.
me amo.
e, por esperteza do amor, nos já somos um.
e nesse mundo de conflitos extintos
que mais queremos?
(estamos vivendo)
nada:felicidade em estado bruto.
a inspiração para
o novo começo.
a dança da vida é circular.
tempo de recomeçar:
coração no seu lugar.
depois do por do sol
vem outro nascer.
o calor do nascer
do sol me aquece.
o medo do desconhecido
nada pode com tamanho esplendor.
eu não sou nada
a não ser esse nada.
não há o que temer.
nada sou:
ego dissolvido.
estou pronto para ser tudo:
partícula do universo.
não amo mais pessoas.
me amo.
e, por esperteza do amor, nos já somos um.
e nesse mundo de conflitos extintos
que mais queremos?
(estamos vivendo)
nada:felicidade em estado bruto.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
sonho
nos sonhos
te conheci
feita de ar
sinto seu respirar
e isso me basta
pra te amar.
leve como uma pluma
doce como uma jabuticaba.
te conheci
feita de ar
sinto seu respirar
e isso me basta
pra te amar.
leve como uma pluma
doce como uma jabuticaba.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
tempo, tempo, tempo
O tempo passa
rostos somem.
Quantos amores não passaram por mim?
Quantas pessoas não amei?
Mesmo que amores calados
Surdos.
Eles sempre estiveram ali.
Sou colcha de retalhos
Mil amores
Todos escapulidos.
Me apaixonei também algumas vezes
Sempre pela pessoa errada.
Porque?
Só sei que vivi.
Hoje já perdi a crença no final feliz.
O final está aqui, em todo lugar
A todo momento.
Então, quero ser feliz
aqui e agora.
(chegou o meu dia.)
domingo, 17 de junho de 2012
solidão
quando me vejo
no espelho.
sempre tive tanto para falar
mas a voz sumiu.
eu sumi atrás da curva.
(eu me fiz sumir)
onde estou?
não sei mais.
vivo de passado
sou museu.
lembranças ternas
porque me saboto?
do que tenho medo?
algo falta em algum lugar.
um parafuso.
no espelho.
sempre tive tanto para falar
mas a voz sumiu.
eu sumi atrás da curva.
(eu me fiz sumir)
onde estou?
não sei mais.
vivo de passado
sou museu.
lembranças ternas
porque me saboto?
do que tenho medo?
algo falta em algum lugar.
um parafuso.
sábado, 16 de junho de 2012
avesso
tudo que é
pelo que não é
pelo avesso.
avesso sou a
ordem
avesso a mim.
avesso-me por ai.
"palavras para nada(r)"
pelo que não é
pelo avesso.
avesso sou a
ordem
avesso a mim.
avesso-me por ai.
"palavras para nada(r)"
sexta-feira, 15 de junho de 2012
mozaico
todos falam
todos pensam
eu penso demais.
mozaico de opiniões:
colcha de retalhos;
perdido.
penso, penso
muitas opiniões(!)
muitos interesses(!!).
(luta de classes aqui dentro)
vou explodir (!!!).
BOOOOM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
junto meus cacos
estou louco.
a razão sem coração
me enlouquece.
todos pensam
eu penso demais.
mozaico de opiniões:
colcha de retalhos;
perdido.
penso, penso
muitas opiniões(!)
muitos interesses(!!).
(luta de classes aqui dentro)
vou explodir (!!!).
BOOOOM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
junto meus cacos
estou louco.
a razão sem coração
me enlouquece.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
muito obrigado
tem dias
que a gente se sente
sem sentido
porque não fazemos mesmo sentido
estamos vazios: ocos.
temos muito o que fazer
mas as vezes
alguma coisa aqui dentro pede arrego.
carinho.
quando sinto isso olho a foto
de vocês:
lembrança de completude.
é a beleza em si
porque é verdadeira
e eterna.
e tão terna também.
um sonho bom.
ternura da simplicidade
que é a vida
que é estar juntos.
tão simples que não a compreendemos
porque é dádiva.
como nós vivemos esquecidos
dessa nossa pontinha de divinos?!
ao lembrar que isso existe
tudo fica mais fácil.
tudo ganha sentido.
muito obrigado.
"Um amor tão grande que não pode ser dito: mal pensasse eu em descrevê-lo, não caberia às torpes palavras. E, por vezes, com momentos de beleza tão singulares que parecem não poder existir, e o coração vai minguando, como se não o aguentasse de tão belo, até desabar... Então nos lembramos que precisamos de calma: gratidão. Amor que nos foi concedido por dádiva. Árduo de sentir, porque imenso. Mas não há escolhas quando tão puro sentimento nos foi dado, a não ser senti-lo. Doce penitência, que por já havermos de consentir sua presença, não arredará o pé de nossos mundos. - Ainda bem." Jonatan Agra
que a gente se sente
sem sentido
porque não fazemos mesmo sentido
estamos vazios: ocos.
temos muito o que fazer
mas as vezes
alguma coisa aqui dentro pede arrego.
carinho.
quando sinto isso olho a foto
de vocês:
lembrança de completude.
é a beleza em si
porque é verdadeira
e eterna.
e tão terna também.
um sonho bom.
ternura da simplicidade
que é a vida
que é estar juntos.
tão simples que não a compreendemos
porque é dádiva.
como nós vivemos esquecidos
dessa nossa pontinha de divinos?!
ao lembrar que isso existe
tudo fica mais fácil.
tudo ganha sentido.
muito obrigado.
"Um amor tão grande que não pode ser dito: mal pensasse eu em descrevê-lo, não caberia às torpes palavras. E, por vezes, com momentos de beleza tão singulares que parecem não poder existir, e o coração vai minguando, como se não o aguentasse de tão belo, até desabar... Então nos lembramos que precisamos de calma: gratidão. Amor que nos foi concedido por dádiva. Árduo de sentir, porque imenso. Mas não há escolhas quando tão puro sentimento nos foi dado, a não ser senti-lo. Doce penitência, que por já havermos de consentir sua presença, não arredará o pé de nossos mundos. - Ainda bem." Jonatan Agra
terça-feira, 12 de junho de 2012
cheio
nada pode o vazio
triste dos corpos
que se abrasam
frios.
com o cheio que me vem
aos olhos
em lágrimas
do indizível sentimento.
cheio de mim
cheio de amor.
cheio que nos faz seguir;
ter esperança;
amar.
triste dos corpos
que se abrasam
frios.
com o cheio que me vem
aos olhos
em lágrimas
do indizível sentimento.
cheio de mim
cheio de amor.
cheio que nos faz seguir;
ter esperança;
amar.
domingo, 10 de junho de 2012
vazio
a palavra não fala
nada expressa.
vivo num exercício
fútil de expressar o indizível:
silêncio.
acordo e olho teu rosto.
sem palavras.
beijos, pernas, bundas:
sexo.
e nada mais.
silêncio.
acordei vazio.
sem sentimentos.
me deixei tomar pela pulsão do sexo.
sou animal.
mas ontem fui humano:
andei de mão dadas.
porque hoje fui animal?
não: não digas nada.
vazio indizível impera.
"vai cair.
o peito cai.
o pinto cai.
vai sair
que dia hai kai"
nada expressa.
vivo num exercício
fútil de expressar o indizível:
silêncio.
acordo e olho teu rosto.
sem palavras.
beijos, pernas, bundas:
sexo.
e nada mais.
silêncio.
acordei vazio.
sem sentimentos.
me deixei tomar pela pulsão do sexo.
sou animal.
mas ontem fui humano:
andei de mão dadas.
porque hoje fui animal?
não: não digas nada.
vazio indizível impera.
"vai cair.
o peito cai.
o pinto cai.
vai sair
que dia hai kai"
terça-feira, 5 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
dark heart
"ouve o teu coração
no escuro da noite"
já é tarde
noite escura nos envolve.
estou enjoado.
será que tudo se desfaz
num passe de mágica?
mais uma noite vagando
e são onze rodas de chopp
e eu
atrás de ti.
não sei teu nome
nem endereço, mas sei que tu existes.
(essas noites vazias vagando
são tão vazias)
em algum lugar
escuro, sequer imaginado
sei que tu me esperas
em estado de poesia.
como flor em botão.
doido que sou
preciso de sentido.
me desculpe, meu amor.
no escuro da noite"
já é tarde
noite escura nos envolve.
estou enjoado.
será que tudo se desfaz
num passe de mágica?
mais uma noite vagando
e são onze rodas de chopp
e eu
atrás de ti.
não sei teu nome
nem endereço, mas sei que tu existes.
(essas noites vazias vagando
são tão vazias)
em algum lugar
escuro, sequer imaginado
sei que tu me esperas
em estado de poesia.
como flor em botão.
doido que sou
preciso de sentido.
me desculpe, meu amor.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
fogo
quero:
quero demais.
fogo me queima por dentro.
me consome.
virei pó.
não sobrou nada.
e agora não sou mais ninguém.
onde estou?
queimei tanto que me perdi.
(dentro de mim)
preguiça de andar
respirar.
não quero nada.
só não pensar.
estou consumido.
do nada inerte
surge a consciência.
queimo porque não sou paciente comigo.
que imaturidade para consigo mesmo.
sinto no vento a beleza
do agora.
(infinitude do segundo)
dádiva da vida.
então eu sou
calmo como a briza.
como a onda no mar.
pleno.
quero demais.
fogo me queima por dentro.
me consome.
virei pó.
não sobrou nada.
e agora não sou mais ninguém.
onde estou?
queimei tanto que me perdi.
(dentro de mim)
preguiça de andar
respirar.
não quero nada.
só não pensar.
estou consumido.
do nada inerte
surge a consciência.
queimo porque não sou paciente comigo.
que imaturidade para consigo mesmo.
sinto no vento a beleza
do agora.
(infinitude do segundo)
dádiva da vida.
então eu sou
calmo como a briza.
como a onda no mar.
pleno.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
esperança
pousa inesperadamente:
esperança entrou pela
janela
veio sorrateira
nem percebi sua chegada.
anuncia que eu sou mim.
me sussura como um briza
que no avesso do fundo
há sim mim.
de mim nasce eu:
sou todo meu.
na desventurança
e porque não
na boa aventurança também.
e aos poucos o tempo se arrasta
numa simplicidade
é a dádiva de estar aqui.
bom ser eu.
nasce então no fim da tarde
o acaso:milagre do encontro.
que importa?
nada mais.
sou mim sim!
esperança entrou pela
janela
veio sorrateira
nem percebi sua chegada.
anuncia que eu sou mim.
me sussura como um briza
que no avesso do fundo
há sim mim.
de mim nasce eu:
sou todo meu.
na desventurança
e porque não
na boa aventurança também.
e aos poucos o tempo se arrasta
numa simplicidade
é a dádiva de estar aqui.
bom ser eu.
nasce então no fim da tarde
o acaso:milagre do encontro.
que importa?
nada mais.
sou mim sim!
sábado, 26 de maio de 2012
vento, venta
sou feito de vento
invento.
vento por ai
dobro a esquina.
sou ninguém.
sou vento.
nada mais importa.
as cores do futuro
estão desbotadas.
o vento soprou
e o tempo passou
não restaram mais sonhos
só vento e fogo.
fogo que me faz
continuar a andar.
que se alimenta de vento.
resta eu
poeta precário
sozinho na rua.
solidão de mim
onde perco senti(do).
porque
você agora é uma brisa
o vento há de encontrar a venta
algum dia
em algum lugar.
invento.
vento por ai
dobro a esquina.
sou ninguém.
sou vento.
nada mais importa.
as cores do futuro
estão desbotadas.
o vento soprou
e o tempo passou
não restaram mais sonhos
só vento e fogo.
fogo que me faz
continuar a andar.
que se alimenta de vento.
resta eu
poeta precário
sozinho na rua.
solidão de mim
onde perco senti(do).
porque
você agora é uma brisa
o vento há de encontrar a venta
algum dia
em algum lugar.
"O meu amor sai de trem por aí
e vai vagando degavar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer
Olho no olho
e flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
vem, vai, vem mais"
e vai vagando degavar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer
Olho no olho
e flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
vem, vai, vem mais"
Do amor- Tulipa
sexta-feira, 25 de maio de 2012
hoje
só por hoje
somos um.
só por hoje
queremos contradições desfeitas.
hoje, nada mais importa
porque somos coletividade.
hoje temos palavras de ordem:
ocupar, resistir e lutar.
hoje àqueles que sofrem juntos
lutam juntos.
um por todos e
todos por um.
todos mobilizados porque queremos
juntos contradições extintas.
porque só hoje?
"nada pode parecer impossível de mudar" Brecht
somos um.
só por hoje
queremos contradições desfeitas.
hoje, nada mais importa
porque somos coletividade.
hoje temos palavras de ordem:
ocupar, resistir e lutar.
hoje àqueles que sofrem juntos
lutam juntos.
um por todos e
todos por um.
todos mobilizados porque queremos
juntos contradições extintas.
porque só hoje?
"nada pode parecer impossível de mudar" Brecht
vento
o verso fala com o vento
eu falo:vento
vento uiva
invento vento
me reinvento
fora de mim
porque cá dentro
venta.
me invento
dentro de mim
porque lá fora
venta.
me desinvento
fora de mim
por que aqui dentro
só venta.
vento sussura:
deixe-me varrer tudo
e quando nada sobrar
tu serás vento também
aceito minha sina
vento
(in)/(desi)/(re) vento.
eu falo:vento
vento uiva
invento vento
me reinvento
fora de mim
porque cá dentro
venta.
me invento
dentro de mim
porque lá fora
venta.
me desinvento
fora de mim
por que aqui dentro
só venta.
vento sussura:
deixe-me varrer tudo
e quando nada sobrar
tu serás vento também
aceito minha sina
vento
(in)/(desi)/(re) vento.
domingo, 20 de maio de 2012
menino
menino grita
até estourar sua garganta.
não aguenta mais essa prisão
menino rebelde.
tantos questionamentos para quê?
grita defronte seus escombros:
memórias de infância.
menino não quer crescer:
grita em frente ao muro.
(teme atravessá-lo)
o que será dele sem um muro
para se apoiar.
para criticar.
sem muro o horizonte vai surgir
e nada mais vai estar em seu caminho.
menino se remexe.
não pode dar o braço a torcer.
ele tem que estar certo.
ele só pode estar certo.
quem é o dono da verdade senão ele?
menino se vê no reflexo do poço.
menino se vê criança.
chora, porque se descobre
assim, sem verdade.
sem rebeldia.
ele é só sensibilidade.
são naqueles escombros
que se remexem que ele não solta.
grita, revolta-se
mas volta.
menino virou homem.
colocou pra fora.
cresceu.
viu que tudo está dentro dele
em estado de poesia.
não existem mais escombros
só o aqui e o agora.
(re) volta
ao inicio
sem volta.
brinca no tempo
do hoje.
até estourar sua garganta.
não aguenta mais essa prisão
menino rebelde.
tantos questionamentos para quê?
grita defronte seus escombros:
memórias de infância.
menino não quer crescer:
grita em frente ao muro.
(teme atravessá-lo)
o que será dele sem um muro
para se apoiar.
para criticar.
sem muro o horizonte vai surgir
e nada mais vai estar em seu caminho.
menino se remexe.
não pode dar o braço a torcer.
ele tem que estar certo.
ele só pode estar certo.
quem é o dono da verdade senão ele?
menino se vê no reflexo do poço.
menino se vê criança.
chora, porque se descobre
assim, sem verdade.
sem rebeldia.
ele é só sensibilidade.
são naqueles escombros
que se remexem que ele não solta.
grita, revolta-se
mas volta.
menino virou homem.
colocou pra fora.
cresceu.
viu que tudo está dentro dele
em estado de poesia.
não existem mais escombros
só o aqui e o agora.
(re) volta
ao inicio
sem volta.
brinca no tempo
do hoje.
aos meus companheiros
Tempo passa.
Vejo meus companheiros, com caminhos definidos:
os momentos vividos juntos nos fizeram barbudos.
Me orgulho disso.
Somos honrados porque acreditamos no que defendemos
independente desse mainstream alienante.
Temos uma certeza em comum: a mudança é necessária.
Disso não abrimos mão.
Sabemos que por sermos diferentes
num mundo onde todos estão conformados
precisamos gritar.
Precisam nos escutar.
Agora, que estamos prestes a nos separar
Percebo o tempo que passou.
O que fui, sou, o que serei.
Vai ficar uma lacuna.
Não por falta, mas pelo que passa.
Porém, também vai ficar um cheio
de orgulho, de honra.
São marcas n’alma.
Observando a passagem do tempo
estranho-me.
Muitas personalidades em um corpo.
E uma necessidade moderna
de explicar tudo.
Vivi me perguntando quem sou
sem viver.
Vaguei num mar de hipóteses.
Nunca encontrei resposta definitiva
e continuei obcecado por ela.
Mesmo a não resposta é uma resposta.
Vivi preso a uma necessidade.
Hoje ela se desfaz: “
Tudo que é sólido se desmancha no ar”.
Aceito minha condição humana: estou entregue ao acaso.
Hoje graças à proximidade de um fim
percebo: Sou o que fui.
Me significo a cada palavra
A cada instante vivido.
Eu sou e não sou.
Eu não sou e sou.
Paradoxo Ambulante.
domingo, 13 de maio de 2012
alegria de viver
Alegria de Viver
Pulsa algo aqui dentro
Me faz vivo.
Me faz precário.
Me faz eu.
É o amor que em tudo está
Que sou.
Que somos.
No silêncio posso ouvi-lo
Em tudo ele está.
Por que tudo brota da generosidade
Da mãe terra.
Mãe de todos, por isso ninguém é órfão.
A vida só existe por causa dela
Que com muito amor nos dá tudo que precisamos.
Também tenho um pai muito generoso.
Pai vento.
Me traz o ar de que preciso todos os dias.
Me preenche com seu sopro de vida.
Em frente a essa imensidão que a mãe terra
E o pai ar me defrontam
faz com que minha vida terrena perca sentido.
Ela não importa mais: eu sou nada.
Sou apenas um ponto no universo.
Mas reconhecendo ser nada
Passo a ser tudo porque me integro
Nessa dança da vida em que sou apenas
Um dançarino que dança conforme
a vida pulsa em mim.
amor em mim
Agora, findas as idealizações
Por te amar inteira
Posso me perdoar
Me aceitar: Sou humano precário
Aceitando percebo: sofrimento é uma opção.
posso amar cada defeito teu.
Somos o que somos: nós.
“Já não sofro, já não brilhas,
Mas somos uma coisa tão diversa
Da que pensava que fossemos.”
Somos o que somos: nós.
“Já não sofro, já não brilhas,
Mas somos uma coisa tão diversa
Da que pensava que fossemos.”
Por te amar inteira
Posso me perdoar
Me aceitar: Sou humano precário
Aceitando percebo: sofrimento é uma opção.
Obrigado minha cara, do fundo do meu coração.
Tu me fizestes me ver.
Agora posso me entregar de fato, porque nada mais espero.
Tu me fizestes me ver.
Agora posso me entregar de fato, porque nada mais espero.
E então somos um, porque somos.
Vejo todo amor que há dentro de mim
E ele se outra em tu.
Por isso somos um.
Vejo todo amor que há dentro de mim
E ele se outra em tu.
Por isso somos um.
E resta em meu peito
Aquela terna lembrança.
Eterna, afinal, constitui meu eu.
Aquela terna lembrança.
Eterna, afinal, constitui meu eu.
E o destino e os planos se desfazem:
O eterno beijo do céu e do mar no horizonte é tudo que há.
Tenho agora um mar de possibilidades a minha frente
O eterno beijo do céu e do mar no horizonte é tudo que há.
Tenho agora um mar de possibilidades a minha frente
Porque vejo o amor que pulsa dentro de mim.
A busca pela completude findou-se em mim.
Amor em mim.
A busca pela completude findou-se em mim.
Amor em mim.
terça-feira, 1 de maio de 2012
do amor
quando você o vê
ele também te enxerga
mesmo de longe.
anda no seu tempo
mas um dia ele
há de chegar
de mansinho.
e vai ser uma história
que inventa seu próprio
fim.
porque ele já está aqui dentro
pulsando e
vai outrar-se
em um nós.
e tudo fará mais sentido
em meio a flores.
afinal, o que é a vida
senão flores que você encontra
pelo caminho?
ele também te enxerga
mesmo de longe.
anda no seu tempo
mas um dia ele
há de chegar
de mansinho.
e vai ser uma história
que inventa seu próprio
fim.
porque ele já está aqui dentro
pulsando e
vai outrar-se
em um nós.
e tudo fará mais sentido
em meio a flores.
afinal, o que é a vida
senão flores que você encontra
pelo caminho?
segunda-feira, 30 de abril de 2012
tempo rei
tempo foi
tempo é
tempo de ir
tempo de quebrar o ovo:
sair do ninho.
agora sei: certeza veio do fundo
a certeza de que meu tempo chegou
certeza de que sou.
faz o tempo de ir
para outro lugar
que eu seja outro
senão eu.
ser eternamente
condenado a minha liberdade.
agora estou pronto
porque faço esta escolha.
tempo rei
"Tempo rei, ó tempo rei,
ó tempo rei
Transformai as velhas formas do viver"
tempo é
tempo de ir
tempo de quebrar o ovo:
sair do ninho.
agora sei: certeza veio do fundo
a certeza de que meu tempo chegou
certeza de que sou.
faz o tempo de ir
para outro lugar
que eu seja outro
senão eu.
ser eternamente
condenado a minha liberdade.
agora estou pronto
porque faço esta escolha.
tempo rei
"Tempo rei, ó tempo rei,
ó tempo rei
Transformai as velhas formas do viver"
sexta-feira, 20 de abril de 2012
eu, tu, eles
quando você já sabe.
sabe que você não é.
por isso você foi
a sua vida inteira.
foi outros senão
tu mesmo que
nada sabia de ti.
eles que tudo
sabiam de ti.
eles que te transformaram
no que você é.
no meio do nada
sem mim
sem tu
sem eles.
quem és?
nada.
surge desse pântano branco
o tédio de si.
o que resta?
tudo.
sabe que você não é.
por isso você foi
a sua vida inteira.
foi outros senão
tu mesmo que
nada sabia de ti.
eles que tudo
sabiam de ti.
eles que te transformaram
no que você é.
no meio do nada
sem mim
sem tu
sem eles.
quem és?
nada.
surge desse pântano branco
o tédio de si.
o que resta?
tudo.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
liberdade?
o dia bate na gente
bate até tirar sangue
mas continuamos
porque não conhecemos
opção (?)
melhor do que esta.
continuamos
e o dia bate na gente de novo
gritamos de dor
mas sempre continuamos.
temos que continuar (?)
o dia bate na gente
e nos ajoelhamos.
onde foram parar nossos sonhos?
"vendidos tão barato que eu nem acredito"
por causa dessas pancadas
perdemos nossa face.
viramos mais um.
eu, você e todos nós
somos consumidores
que rezam todo dia ao comprar
algo.
Nossa reza alimenta
o Deus Mercado.
e o menino
que está aqui dentro
cheio de sonhos quer se esconder.
quer dormir até tudo isso passar.
mas ele não pode.
por que ele também tem que continuar
sem saber pra onde.
só continuar.
quando algo vai furar
essa camada de tédio, nojo, e ódio?
será que somos livres?
bate até tirar sangue
mas continuamos
porque não conhecemos
opção (?)
melhor do que esta.
continuamos
e o dia bate na gente de novo
gritamos de dor
mas sempre continuamos.
temos que continuar (?)
o dia bate na gente
e nos ajoelhamos.
onde foram parar nossos sonhos?
"vendidos tão barato que eu nem acredito"
por causa dessas pancadas
perdemos nossa face.
viramos mais um.
eu, você e todos nós
somos consumidores
que rezam todo dia ao comprar
algo.
Nossa reza alimenta
o Deus Mercado.
e o menino
que está aqui dentro
cheio de sonhos quer se esconder.
quer dormir até tudo isso passar.
mas ele não pode.
por que ele também tem que continuar
sem saber pra onde.
só continuar.
quando algo vai furar
essa camada de tédio, nojo, e ódio?
será que somos livres?
sábado, 31 de março de 2012
contador de histórias
o que é uma história?
inicio, meio e fim.
sem incio não tem nexo
sem meio não tem ligação
e sem fim não se constitui.
sou contador de histórias
conheço o inicio.
resta conhecer o meio e o fim.
inícios são muitos,
qual história contar?
vou contar a minha história
onde os outros são apenas figurantes.
vou contar como entendi que o amor
quando demasiado intenso
é paixão.
amor é carinho simples, vontade de compartilhar coisas.
no amor verdadeiro todos somos humanos
com sombra e luz.
no amor verdadeiro, não há inicio meio e fim
porque o fim está nele mesmo.
também não há decepção, porque sob sua luz
somos o que somos.
enfim, a história não tem mais fim
nem começo, nem meio.
restam apenas lembranças ternas
de momentos eternos
para nos significar.
inicio, meio e fim.
sem incio não tem nexo
sem meio não tem ligação
e sem fim não se constitui.
sou contador de histórias
conheço o inicio.
resta conhecer o meio e o fim.
inícios são muitos,
qual história contar?
vou contar a minha história
onde os outros são apenas figurantes.
vou contar como entendi que o amor
quando demasiado intenso
é paixão.
amor é carinho simples, vontade de compartilhar coisas.
no amor verdadeiro todos somos humanos
com sombra e luz.
no amor verdadeiro, não há inicio meio e fim
porque o fim está nele mesmo.
também não há decepção, porque sob sua luz
somos o que somos.
enfim, a história não tem mais fim
nem começo, nem meio.
restam apenas lembranças ternas
de momentos eternos
para nos significar.
quinta-feira, 8 de março de 2012
todos dormem
todos dormem:
te acalento noite adentro
pro dia nascer feliz
cada poro seu é um caminho
por onde suavemente passo.
seu cheiro já me impregnou.
não consigo mais me assustar
diante de tal entrega
porque já estou entregue.
o amor entrou pela fresta
e permiti que ele
fosse me tomando lentamente.
quando percebi
já estava tomado.
tão suave como se sempre estivesse aqui
e só eu não soubesse disso.
amor é estado de graça.
como se todo amor que estivesse
dentro dele tivesse encontrado
um lugar para se expressar fora.
te acalento noite adentro
pro dia nascer feliz
cada poro seu é um caminho
por onde suavemente passo.
seu cheiro já me impregnou.
não consigo mais me assustar
diante de tal entrega
porque já estou entregue.
o amor entrou pela fresta
e permiti que ele
fosse me tomando lentamente.
quando percebi
já estava tomado.
tão suave como se sempre estivesse aqui
e só eu não soubesse disso.
amor é estado de graça.
como se todo amor que estivesse
dentro dele tivesse encontrado
um lugar para se expressar fora.
fim do caminho mais fácil difícil
em meio a um mundo de cobranças
um pobre menino criou certezas
para sobreviver.
para ele tudo tinha que ter uma reposta pronta.
só que um dia as respostas lhe pegaram uma peça.
ele perguntou:Quem sou?
e não sabia.
ele era de acordo com o ambiente, então
ele não era.
conforme vivia aquilo
foi ficando cada vez mais conflitante
o amor era para ele uma bomba relógio
porque não se sente com lógica.
e, um dia, ela explodiu.
e ele gritou por dois anos.
só então aprendeu que
o caminho mais fácil é o mais difícil.
agora só existe um caminho
para ele: o do seu coração.
"diz a lenda que trocou suas
certezas por alguns sonhos
mágicos"
os caminhos tortos
os quais lhe pareciam mais coerentes
terminaram infindáveis
lhe matando aos pouquinhos.
ele percebeu que não queria mais segurança.
queria sonhos.
Era o recomeço.
primavera, tempo de florir novos caminhos
dantes desacreditados.
Tempo de ser exatamente o que se é.
um pobre menino criou certezas
para sobreviver.
para ele tudo tinha que ter uma reposta pronta.
só que um dia as respostas lhe pegaram uma peça.
ele perguntou:Quem sou?
e não sabia.
ele era de acordo com o ambiente, então
ele não era.
conforme vivia aquilo
foi ficando cada vez mais conflitante
o amor era para ele uma bomba relógio
porque não se sente com lógica.
e, um dia, ela explodiu.
e ele gritou por dois anos.
só então aprendeu que
o caminho mais fácil é o mais difícil.
agora só existe um caminho
para ele: o do seu coração.
"diz a lenda que trocou suas
certezas por alguns sonhos
mágicos"
os caminhos tortos
os quais lhe pareciam mais coerentes
terminaram infindáveis
lhe matando aos pouquinhos.
ele percebeu que não queria mais segurança.
queria sonhos.
Era o recomeço.
primavera, tempo de florir novos caminhos
dantes desacreditados.
Tempo de ser exatamente o que se é.
sábado, 3 de março de 2012
floresta
estou numa floresta
repleta de recortes de mim.
recortes disformes.
parecia que nada se encaixava.
parecia que a floresta se retorcia
em si mesma tentando se encaixar
e tentando encaixar os outros.
isso acontecia porque havia
a busca de um controle.
nisso ela era dragada
por um buraco criado por
ela mesma.
num dia de muita luz
nada mais precisava se encaixar.
por que já estava em seu lugar.
nada precisava ser controlado
porque já era do jeito que devia ser.
então, nesse dia, a floresta descobriu o seu valor.
tudo está em seu lugar, assim como ela.
o que era disforme se encaixou
como ela não era capaz de entender inicialmente
agora ela simplesmente era uma floresta que buscava se expandir
de forma saudável.
repleta de recortes de mim.
recortes disformes.
parecia que nada se encaixava.
parecia que a floresta se retorcia
em si mesma tentando se encaixar
e tentando encaixar os outros.
isso acontecia porque havia
a busca de um controle.
nisso ela era dragada
por um buraco criado por
ela mesma.
num dia de muita luz
nada mais precisava se encaixar.
por que já estava em seu lugar.
nada precisava ser controlado
porque já era do jeito que devia ser.
então, nesse dia, a floresta descobriu o seu valor.
tudo está em seu lugar, assim como ela.
o que era disforme se encaixou
como ela não era capaz de entender inicialmente
agora ela simplesmente era uma floresta que buscava se expandir
de forma saudável.
quinta-feira, 1 de março de 2012
águas de março
é pau, é pedra
é inicio de caminho
o verão termina com
um encontro de novos possíveis
que anuncia a prima vera.
enfim, já não se faz mais pesar
é tudo leve: uma pluma
enfim, não existe mais
descontrole.
porque não existe mais controle.
pois tudo está onde deveria estar.
é felicidade;
simples como um desabrochar
belo como o céu
profundo como o passado.
é o eterno encontro
no horizonte, do presente com a consciência.
então sou um
agora.
unidade divina.
um por todos e todos por um.
é inicio de caminho
o verão termina com
um encontro de novos possíveis
que anuncia a prima vera.
enfim, já não se faz mais pesar
é tudo leve: uma pluma
enfim, não existe mais
descontrole.
porque não existe mais controle.
pois tudo está onde deveria estar.
é felicidade;
simples como um desabrochar
belo como o céu
profundo como o passado.
é o eterno encontro
no horizonte, do presente com a consciência.
então sou um
agora.
unidade divina.
um por todos e todos por um.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
o rio
onde eu nasci
passava um rio
que passa dentro de mim
guardando minhas lembranças
num fluxo.
o rio queria desaguar no mar.
então, o rio se multiplicou
em muitos.
pensou: sendo generoso
vou alcançar o mar
o rio se irritou
achou que todo seu esforço não valia
de nada.
quis gritar, mas não podia.
a solução foi estagnar em uma lagoa
lá ele poderia descansar suas águas
se divertir, fazer tudo que sempre
deixou de fazer.
o sonho de chegar ao mar foi se distanciando
até que um dia o rio não sabia mais se era lagoa
ou rio.
resolveu então voltar a ser o que sempre
foi. honrar sua nascente mãe.
sem sonhos ele era uma lagoa frustrada
se matando aos pouquinhos.
continuou na sua busca pelo mar
desesperado para encontra-se.
ao retomar seu curso pediu
ajuda a sua nascente
e mais uma vez, sua mãe o susteve.
emocionado com essa generosidade
o rio alargou.
percebeu que ele desaguava em si mesmo
no seu coração.
e nisso ele alargava
ficava caudoloso.
e, um dia, alcançou o mar
porque seu coração já não cabia
nos seus leitos.
http://www.youtube.com/watch?v=jWDuejEHZqg
passava um rio
que passa dentro de mim
guardando minhas lembranças
num fluxo.
o rio queria desaguar no mar.
então, o rio se multiplicou
em muitos.
pensou: sendo generoso
vou alcançar o mar
o rio se irritou
achou que todo seu esforço não valia
de nada.
quis gritar, mas não podia.
a solução foi estagnar em uma lagoa
lá ele poderia descansar suas águas
se divertir, fazer tudo que sempre
deixou de fazer.
o sonho de chegar ao mar foi se distanciando
até que um dia o rio não sabia mais se era lagoa
ou rio.
resolveu então voltar a ser o que sempre
foi. honrar sua nascente mãe.
sem sonhos ele era uma lagoa frustrada
se matando aos pouquinhos.
continuou na sua busca pelo mar
desesperado para encontra-se.
ao retomar seu curso pediu
ajuda a sua nascente
e mais uma vez, sua mãe o susteve.
emocionado com essa generosidade
o rio alargou.
percebeu que ele desaguava em si mesmo
no seu coração.
e nisso ele alargava
ficava caudoloso.
e, um dia, alcançou o mar
porque seu coração já não cabia
nos seus leitos.
http://www.youtube.com/watch?v=jWDuejEHZqg
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
ser não é lógico
um dia você
descobre quem você é.
o que você precisa ser
perdeu o sentido:
porque agora você é.
tudo faz sentido
de uma forma profunda
ou numa aproximação lógica:
é totalmente incoerente.
ser não é lógico.
descobri meu fim:
compartilhar.
quero ter a oportunidade
de transformar o dia
de cada ser humano.
não sei onde isso vai me levar.
agora só quero uma certeza: satisfação espiritual.
como? também não sei.
mas estou na busca.
descobre quem você é.
o que você precisa ser
perdeu o sentido:
porque agora você é.
tudo faz sentido
de uma forma profunda
ou numa aproximação lógica:
é totalmente incoerente.
ser não é lógico.
descobri meu fim:
compartilhar.
quero ter a oportunidade
de transformar o dia
de cada ser humano.
não sei onde isso vai me levar.
agora só quero uma certeza: satisfação espiritual.
como? também não sei.
mas estou na busca.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
felicidade clandestina
a felicidade verdadeira
é tão pequenina.
muda.
se eu não fosse grato por ela
nunca a perceberia.
ela vem sorrateira
e me pica no peito.
e, não mais que de repente, o sorriso
dos demais se torna
o meu sorriso.
essa é a maior prova de amor:
ser feliz por quem você ama.
a tranquilidade é tão recompensadora
que fico mais feliz ainda.
é como se fosse uma polinização de felicidade.
enfim, já me perdi dentro de mim
as metas, o destino
nada mais me importa
não preciso de mais nada.
porque agora, nesse exato momento,
sou exatamente o que devia ser: feliz.
é tão pequenina.
muda.
se eu não fosse grato por ela
nunca a perceberia.
ela vem sorrateira
e me pica no peito.
e, não mais que de repente, o sorriso
dos demais se torna
o meu sorriso.
essa é a maior prova de amor:
ser feliz por quem você ama.
a tranquilidade é tão recompensadora
que fico mais feliz ainda.
é como se fosse uma polinização de felicidade.
enfim, já me perdi dentro de mim
as metas, o destino
nada mais me importa
não preciso de mais nada.
porque agora, nesse exato momento,
sou exatamente o que devia ser: feliz.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
felicidade
eu achava que sabia
o que era felicidade
mas descobri hoje.
felicidade é sorrir
com o corpo inteiro.
é de uma simplicidade
que te emociona.
tão simples que se você quisesse
senti-la não ia conseguir
porque você já é feliz.
cada molécula do meu corpo diz
om e sim
sim ao recomeço
sim a luz
sim ao amor.
O conflito do sentir se
desfez
sou um
com meus sentimentos.
Nada mais nem ninguém me irrita
porque sou um com tudo e todos.
isso sim é felicidade!
o que era felicidade
mas descobri hoje.
felicidade é sorrir
com o corpo inteiro.
é de uma simplicidade
que te emociona.
tão simples que se você quisesse
senti-la não ia conseguir
porque você já é feliz.
cada molécula do meu corpo diz
om e sim
sim ao recomeço
sim a luz
sim ao amor.
O conflito do sentir se
desfez
sou um
com meus sentimentos.
Nada mais nem ninguém me irrita
porque sou um com tudo e todos.
isso sim é felicidade!
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
menino
aqui dentro
bem lá fundo
escondido por detrás das cortinas
destes olhos
há um menino.
ele quer o mundo:
ser independente.
porém, hesita.
vou te contar um
segredo: ele tem medo de crescer.
Segue por ai
meio sem rumo
porque sabe que tem que crescer
mas bem lá no fundo
ele não quer.
mas o menino agora
saiu de trás das cortinas
se revelou
e sua pureza me toma:
nós somos um
O menino sempre vai ter seu espaço aqui dentro
sua pureza vai ser preservada em um lindo altar
Agora, enfim, eu sou mim
E também sou eterno em mim
num movimento circular:
agora sou infinito!
O menino vai me indicar os caminhos:
o comando é dele.
Ele vai me fazer homem
de sua pureza vai
germinar a clareza de um sábio.
e numa estrada linda, que encontra o horizonte,
vamos, de mão dadas,
construir o futuro.
bem lá fundo
escondido por detrás das cortinas
destes olhos
há um menino.
ele quer o mundo:
ser independente.
porém, hesita.
vou te contar um
segredo: ele tem medo de crescer.
Segue por ai
meio sem rumo
porque sabe que tem que crescer
mas bem lá no fundo
ele não quer.
mas o menino agora
saiu de trás das cortinas
se revelou
e sua pureza me toma:
nós somos um
O menino sempre vai ter seu espaço aqui dentro
sua pureza vai ser preservada em um lindo altar
Agora, enfim, eu sou mim
E também sou eterno em mim
num movimento circular:
agora sou infinito!
O menino vai me indicar os caminhos:
o comando é dele.
Ele vai me fazer homem
de sua pureza vai
germinar a clareza de um sábio.
e numa estrada linda, que encontra o horizonte,
vamos, de mão dadas,
construir o futuro.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
marcas
são tantas marcas
que já fazem parte
que já não me reconheço mais.
só sobrou espaço
pra uma certeza:
Eu sou amor da cabeça aos pés!
ela vai me fazer renascer mais um vez
que já fazem parte
que já não me reconheço mais.
só sobrou espaço
pra uma certeza:
Eu sou amor da cabeça aos pés!
ela vai me fazer renascer mais um vez
domingo, 15 de janeiro de 2012
sopa de letrinhas
observo meu reflexo da sopa.
tantas letrinhas:
tantas possibilidades
aos poucos vou me descolando
da realidade: sinto falta de mim.
só sou um se for divino
senão sou sopa de possibilidades
caldo de (in)certezas
a unidade divina me habilita
a querer, meu dom.
quando quero, sou um.
"Ando tão a flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser"
quero ser eu
mas só sou eu se todos nós
formos UM.
mas nesse caminho torto
ainda me confundo.
virei ninguém?
não, sinto uma voz lá no fundo
sou eu!
mas estou tão misturado
as minhas lembranças,
meu passado.
é, sou tudo isso.
a girar no pratinho de sopa
"A soma da vida é nula.
Mas a vida tem tal poder:
na escuridão absoluta,
como líquido, circula."
contemplo a vida na sopa.
Da mera contemplação
surge o sentimento de
unidade com tudo.
porque sinto
e penso na mesma
frequência.
enfim, (não) sou paradoxo ambulante.
(todos somos um)
(consciência plena do ser)
tantas letrinhas:
tantas possibilidades
aos poucos vou me descolando
da realidade: sinto falta de mim.
só sou um se for divino
senão sou sopa de possibilidades
caldo de (in)certezas
a unidade divina me habilita
a querer, meu dom.
quando quero, sou um.
"Ando tão a flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser"
quero ser eu
mas só sou eu se todos nós
formos UM.
mas nesse caminho torto
ainda me confundo.
virei ninguém?
não, sinto uma voz lá no fundo
sou eu!
mas estou tão misturado
as minhas lembranças,
meu passado.
é, sou tudo isso.
a girar no pratinho de sopa
"A soma da vida é nula.
Mas a vida tem tal poder:
na escuridão absoluta,
como líquido, circula."
contemplo a vida na sopa.
Da mera contemplação
surge o sentimento de
unidade com tudo.
porque sinto
e penso na mesma
frequência.
enfim, (não) sou paradoxo ambulante.
(todos somos um)
(consciência plena do ser)
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
debaixo dos lençois
lá somos um
minhas mãos
se confundem com as suas.
nossos corpos não se estranham mais:
o toque é macio
minhas mãos escorregam por seu corpo
me divirto descobrindo cada poro
seu.
diante da minha safadeza você me diz:
tu não me amas! só quer fornicar!
e eu respondo:
meu amor, tu já vibras em mim
por isso minhas mãos escorregam com tanta liberdade
e espontaneidade.
o amor está em todo lugar
e como, querida, dizer que
ele não está aqui?
o jogo do amor é tão simples
e complicado.
por que, meu deus?
quero morrer de amor!
em meio a doçura dessa suave
coisa nenhuma que pulsa
em meu corpo.
"Ando tão a flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão a flor da pele
Que teu olhar
Flor na janela
Me faz morrer...
Ando tão a flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão a flor da pele
Que a minha pele tem o fogo
De um juízo final..."
Vapor Barato- Gal Costa e Zeca Baleiro
minhas mãos
se confundem com as suas.
nossos corpos não se estranham mais:
o toque é macio
minhas mãos escorregam por seu corpo
me divirto descobrindo cada poro
seu.
diante da minha safadeza você me diz:
tu não me amas! só quer fornicar!
e eu respondo:
meu amor, tu já vibras em mim
por isso minhas mãos escorregam com tanta liberdade
e espontaneidade.
o amor está em todo lugar
e como, querida, dizer que
ele não está aqui?
o jogo do amor é tão simples
e complicado.
por que, meu deus?
quero morrer de amor!
em meio a doçura dessa suave
coisa nenhuma que pulsa
em meu corpo.
"Ando tão a flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão a flor da pele
Que teu olhar
Flor na janela
Me faz morrer...
Ando tão a flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão a flor da pele
Que a minha pele tem o fogo
De um juízo final..."
Vapor Barato- Gal Costa e Zeca Baleiro
sábado, 7 de janeiro de 2012
compasso
o que acontece quando
o destino falha?
eu era um papel em branco
pronto para um fim
que não aconteceu.
me transformei num papel rabiscado.
vou rodopiar até encontrá-la de novo?
prefiro pensar que tornei- me dono
do meu destino.
sem destino. sem certezas.
sigo até o fim. (que fim?)
tenho certeza que você me escuta de algum lugar.
porque você é como a minha essência
o primeiro ponto no papel
e eu a outra ponta do compasso
a te circular e nunca te alcançar.
meu destino é senti-la de longe
mas hoje sei que você está aqui dentro
por isso você me ouve.
o compasso se desfaz no ar e me debruço
dentro do círculo onde a vida circula.
observo meus abismos: medo, insegurança.
você sou eu.
tu és o abismo mais profundo que criei
para me proteger das dores do envolvimento
abismo que racha meu peito em dois.
mas eu sou um.
unidade divina presente em todos os seres.
vou inventar o mundo de novo
não pra te esquecer, meu amor.
mas pra te amar como eu amo a todos.
quero ser inteiro
quero amar.
o destino falha?
eu era um papel em branco
pronto para um fim
que não aconteceu.
me transformei num papel rabiscado.
vou rodopiar até encontrá-la de novo?
prefiro pensar que tornei- me dono
do meu destino.
sem destino. sem certezas.
sigo até o fim. (que fim?)
tenho certeza que você me escuta de algum lugar.
porque você é como a minha essência
o primeiro ponto no papel
e eu a outra ponta do compasso
a te circular e nunca te alcançar.
meu destino é senti-la de longe
mas hoje sei que você está aqui dentro
por isso você me ouve.
o compasso se desfaz no ar e me debruço
dentro do círculo onde a vida circula.
observo meus abismos: medo, insegurança.
você sou eu.
tu és o abismo mais profundo que criei
para me proteger das dores do envolvimento
abismo que racha meu peito em dois.
mas eu sou um.
unidade divina presente em todos os seres.
vou inventar o mundo de novo
não pra te esquecer, meu amor.
mas pra te amar como eu amo a todos.
quero ser inteiro
quero amar.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
mulher
a primeira coisa que me vem a cabeça: enigma
conhecia apenas a irmã, e a mãe
mas já me encontrei com a muher
algumas vezes.
como todo enigma
cada vez que o encaro
é diferente.
fico tentando imaginar todas possibilidades.
(ainda sou um menino nesse jogo)
conheci a mulher tarde.
e na minha inocência de menino
só via a irmã e a mãe nelas.
o homem é tão simples
como a mulher pode ser tão diferente sendo a mesma coisa?
posso tê-la, mas como homem, no dia seguinte
eu sou mim.
boto um sorriso de canalha no rosto
disfarço uma confiança de cavalheiro
e encontro outra.
e continuo sendo mim.
vivo numa ficção
emulando amor.
quero uma paixão espiritual
de sexo tântrico
a cada beijo
a cada toque que me enerva.
difícil de encontrar
achei que nas mulheres a delicadeza
e a sutileza fossem mais presentes
ledo engano.
resta esperar meu coração falar
palpitar por um alguém.
mas nesses dias eu sou tão todos
e ninguém.
"Deixa pra depois
O que já não precisa esperar
E tudo que não deu pra consertar
Por culpa do depois
Não tem jeito não
A gente sempre espera piorar
a gente sempre deixa de cuidar do que já tem na mão
Mas é sem querer
Sem querer
Então, taí nosso refrão
Taí
Deixa pra depois
O que já não precisa mais deixar
Mudando as mesmas coisas de lugar
A certa coisa certa a se fazer
E diz que só queria descansar
De quem a gente mesmo escolheu sersem querer
É sempre sem querer
Então, taí nosso refrão
Taí
Sem graça
Então, taí
Pois então
Taí"
dura é a busca sem um barco para navegar nesse mar.
só me encontrando vou encontrar um par.
como o mar encotra o céu num beijo infinito
de simples detalhes e coincidências: amor.
nada mais me importa.
"quem sou eu" ficou desgastado
aqui dentro
porque nesse exato instante sou.
talvez ai esteja o real enigma:sentir.
conhecia apenas a irmã, e a mãe
mas já me encontrei com a muher
algumas vezes.
como todo enigma
cada vez que o encaro
é diferente.
fico tentando imaginar todas possibilidades.
(ainda sou um menino nesse jogo)
conheci a mulher tarde.
e na minha inocência de menino
só via a irmã e a mãe nelas.
o homem é tão simples
como a mulher pode ser tão diferente sendo a mesma coisa?
posso tê-la, mas como homem, no dia seguinte
eu sou mim.
boto um sorriso de canalha no rosto
disfarço uma confiança de cavalheiro
e encontro outra.
e continuo sendo mim.
vivo numa ficção
emulando amor.
quero uma paixão espiritual
de sexo tântrico
a cada beijo
a cada toque que me enerva.
difícil de encontrar
achei que nas mulheres a delicadeza
e a sutileza fossem mais presentes
ledo engano.
resta esperar meu coração falar
palpitar por um alguém.
mas nesses dias eu sou tão todos
e ninguém.
"Deixa pra depois
O que já não precisa esperar
E tudo que não deu pra consertar
Por culpa do depois
Não tem jeito não
A gente sempre espera piorar
a gente sempre deixa de cuidar do que já tem na mão
Mas é sem querer
Sem querer
Então, taí nosso refrão
Taí
Deixa pra depois
O que já não precisa mais deixar
Mudando as mesmas coisas de lugar
A certa coisa certa a se fazer
E diz que só queria descansar
De quem a gente mesmo escolheu sersem querer
É sempre sem querer
Então, taí nosso refrão
Taí
Sem graça
Então, taí
Pois então
Taí"
Eu não tenho um barco, disse a árvore- Cícero Lins
dura é a busca sem um barco para navegar nesse mar.
só me encontrando vou encontrar um par.
como o mar encotra o céu num beijo infinito
de simples detalhes e coincidências: amor.
nada mais me importa.
"quem sou eu" ficou desgastado
aqui dentro
porque nesse exato instante sou.
talvez ai esteja o real enigma:sentir.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
acaso?
quanto mais me conheço
mais me desconheço.
todos somos um
e sou nada e tudo
um universo de possibilidade
fruto do acaso
paradoxo ambulante.
mais me desconheço.
todos somos um
e sou nada e tudo
um universo de possibilidade
fruto do acaso
paradoxo ambulante.
domingo, 1 de janeiro de 2012
ano novo
cerimônia de passagem
todos passam
o tempo é igual para todos
mas cada um lida com ele
de forma única
do acaso produzido
surge cada individualiadade
cada pessoa é um universo
mas o rito é um mito
o tempo é infinito,
se fizermos de nossas vidas luz.
que unidade impere nesse
planeta que é, na verdade
muitos universos.
todos passam
o tempo é igual para todos
mas cada um lida com ele
de forma única
do acaso produzido
surge cada individualiadade
cada pessoa é um universo
mas o rito é um mito
o tempo é infinito,
se fizermos de nossas vidas luz.
que unidade impere nesse
planeta que é, na verdade
muitos universos.
Assinar:
Postagens (Atom)