quero:
quero demais.
fogo me queima por dentro.
me consome.
virei pó.
não sobrou nada.
e agora não sou mais ninguém.
onde estou?
queimei tanto que me perdi.
(dentro de mim)
preguiça de andar
respirar.
não quero nada.
só não pensar.
estou consumido.
do nada inerte
surge a consciência.
queimo porque não sou paciente comigo.
que imaturidade para consigo mesmo.
sinto no vento a beleza
do agora.
(infinitude do segundo)
dádiva da vida.
então eu sou
calmo como a briza.
como a onda no mar.
pleno.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
esperança
pousa inesperadamente:
esperança entrou pela
janela
veio sorrateira
nem percebi sua chegada.
anuncia que eu sou mim.
me sussura como um briza
que no avesso do fundo
há sim mim.
de mim nasce eu:
sou todo meu.
na desventurança
e porque não
na boa aventurança também.
e aos poucos o tempo se arrasta
numa simplicidade
é a dádiva de estar aqui.
bom ser eu.
nasce então no fim da tarde
o acaso:milagre do encontro.
que importa?
nada mais.
sou mim sim!
esperança entrou pela
janela
veio sorrateira
nem percebi sua chegada.
anuncia que eu sou mim.
me sussura como um briza
que no avesso do fundo
há sim mim.
de mim nasce eu:
sou todo meu.
na desventurança
e porque não
na boa aventurança também.
e aos poucos o tempo se arrasta
numa simplicidade
é a dádiva de estar aqui.
bom ser eu.
nasce então no fim da tarde
o acaso:milagre do encontro.
que importa?
nada mais.
sou mim sim!
sábado, 26 de maio de 2012
vento, venta
sou feito de vento
invento.
vento por ai
dobro a esquina.
sou ninguém.
sou vento.
nada mais importa.
as cores do futuro
estão desbotadas.
o vento soprou
e o tempo passou
não restaram mais sonhos
só vento e fogo.
fogo que me faz
continuar a andar.
que se alimenta de vento.
resta eu
poeta precário
sozinho na rua.
solidão de mim
onde perco senti(do).
porque
você agora é uma brisa
o vento há de encontrar a venta
algum dia
em algum lugar.
invento.
vento por ai
dobro a esquina.
sou ninguém.
sou vento.
nada mais importa.
as cores do futuro
estão desbotadas.
o vento soprou
e o tempo passou
não restaram mais sonhos
só vento e fogo.
fogo que me faz
continuar a andar.
que se alimenta de vento.
resta eu
poeta precário
sozinho na rua.
solidão de mim
onde perco senti(do).
porque
você agora é uma brisa
o vento há de encontrar a venta
algum dia
em algum lugar.
"O meu amor sai de trem por aí
e vai vagando degavar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer
Olho no olho
e flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
vem, vai, vem mais"
e vai vagando degavar para ver quem chegou
O meu amor corre devagar, anda no seu tempo
que passa de vez em vento
Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer
Olho no olho
e flor no jardim
Flor, amor
Vento devagar
vem, vai, vem mais"
Do amor- Tulipa
sexta-feira, 25 de maio de 2012
hoje
só por hoje
somos um.
só por hoje
queremos contradições desfeitas.
hoje, nada mais importa
porque somos coletividade.
hoje temos palavras de ordem:
ocupar, resistir e lutar.
hoje àqueles que sofrem juntos
lutam juntos.
um por todos e
todos por um.
todos mobilizados porque queremos
juntos contradições extintas.
porque só hoje?
"nada pode parecer impossível de mudar" Brecht
somos um.
só por hoje
queremos contradições desfeitas.
hoje, nada mais importa
porque somos coletividade.
hoje temos palavras de ordem:
ocupar, resistir e lutar.
hoje àqueles que sofrem juntos
lutam juntos.
um por todos e
todos por um.
todos mobilizados porque queremos
juntos contradições extintas.
porque só hoje?
"nada pode parecer impossível de mudar" Brecht
vento
o verso fala com o vento
eu falo:vento
vento uiva
invento vento
me reinvento
fora de mim
porque cá dentro
venta.
me invento
dentro de mim
porque lá fora
venta.
me desinvento
fora de mim
por que aqui dentro
só venta.
vento sussura:
deixe-me varrer tudo
e quando nada sobrar
tu serás vento também
aceito minha sina
vento
(in)/(desi)/(re) vento.
eu falo:vento
vento uiva
invento vento
me reinvento
fora de mim
porque cá dentro
venta.
me invento
dentro de mim
porque lá fora
venta.
me desinvento
fora de mim
por que aqui dentro
só venta.
vento sussura:
deixe-me varrer tudo
e quando nada sobrar
tu serás vento também
aceito minha sina
vento
(in)/(desi)/(re) vento.
domingo, 20 de maio de 2012
menino
menino grita
até estourar sua garganta.
não aguenta mais essa prisão
menino rebelde.
tantos questionamentos para quê?
grita defronte seus escombros:
memórias de infância.
menino não quer crescer:
grita em frente ao muro.
(teme atravessá-lo)
o que será dele sem um muro
para se apoiar.
para criticar.
sem muro o horizonte vai surgir
e nada mais vai estar em seu caminho.
menino se remexe.
não pode dar o braço a torcer.
ele tem que estar certo.
ele só pode estar certo.
quem é o dono da verdade senão ele?
menino se vê no reflexo do poço.
menino se vê criança.
chora, porque se descobre
assim, sem verdade.
sem rebeldia.
ele é só sensibilidade.
são naqueles escombros
que se remexem que ele não solta.
grita, revolta-se
mas volta.
menino virou homem.
colocou pra fora.
cresceu.
viu que tudo está dentro dele
em estado de poesia.
não existem mais escombros
só o aqui e o agora.
(re) volta
ao inicio
sem volta.
brinca no tempo
do hoje.
até estourar sua garganta.
não aguenta mais essa prisão
menino rebelde.
tantos questionamentos para quê?
grita defronte seus escombros:
memórias de infância.
menino não quer crescer:
grita em frente ao muro.
(teme atravessá-lo)
o que será dele sem um muro
para se apoiar.
para criticar.
sem muro o horizonte vai surgir
e nada mais vai estar em seu caminho.
menino se remexe.
não pode dar o braço a torcer.
ele tem que estar certo.
ele só pode estar certo.
quem é o dono da verdade senão ele?
menino se vê no reflexo do poço.
menino se vê criança.
chora, porque se descobre
assim, sem verdade.
sem rebeldia.
ele é só sensibilidade.
são naqueles escombros
que se remexem que ele não solta.
grita, revolta-se
mas volta.
menino virou homem.
colocou pra fora.
cresceu.
viu que tudo está dentro dele
em estado de poesia.
não existem mais escombros
só o aqui e o agora.
(re) volta
ao inicio
sem volta.
brinca no tempo
do hoje.
aos meus companheiros
Tempo passa.
Vejo meus companheiros, com caminhos definidos:
os momentos vividos juntos nos fizeram barbudos.
Me orgulho disso.
Somos honrados porque acreditamos no que defendemos
independente desse mainstream alienante.
Temos uma certeza em comum: a mudança é necessária.
Disso não abrimos mão.
Sabemos que por sermos diferentes
num mundo onde todos estão conformados
precisamos gritar.
Precisam nos escutar.
Agora, que estamos prestes a nos separar
Percebo o tempo que passou.
O que fui, sou, o que serei.
Vai ficar uma lacuna.
Não por falta, mas pelo que passa.
Porém, também vai ficar um cheio
de orgulho, de honra.
São marcas n’alma.
Observando a passagem do tempo
estranho-me.
Muitas personalidades em um corpo.
E uma necessidade moderna
de explicar tudo.
Vivi me perguntando quem sou
sem viver.
Vaguei num mar de hipóteses.
Nunca encontrei resposta definitiva
e continuei obcecado por ela.
Mesmo a não resposta é uma resposta.
Vivi preso a uma necessidade.
Hoje ela se desfaz: “
Tudo que é sólido se desmancha no ar”.
Aceito minha condição humana: estou entregue ao acaso.
Hoje graças à proximidade de um fim
percebo: Sou o que fui.
Me significo a cada palavra
A cada instante vivido.
Eu sou e não sou.
Eu não sou e sou.
Paradoxo Ambulante.
domingo, 13 de maio de 2012
alegria de viver
Alegria de Viver
Pulsa algo aqui dentro
Me faz vivo.
Me faz precário.
Me faz eu.
É o amor que em tudo está
Que sou.
Que somos.
No silêncio posso ouvi-lo
Em tudo ele está.
Por que tudo brota da generosidade
Da mãe terra.
Mãe de todos, por isso ninguém é órfão.
A vida só existe por causa dela
Que com muito amor nos dá tudo que precisamos.
Também tenho um pai muito generoso.
Pai vento.
Me traz o ar de que preciso todos os dias.
Me preenche com seu sopro de vida.
Em frente a essa imensidão que a mãe terra
E o pai ar me defrontam
faz com que minha vida terrena perca sentido.
Ela não importa mais: eu sou nada.
Sou apenas um ponto no universo.
Mas reconhecendo ser nada
Passo a ser tudo porque me integro
Nessa dança da vida em que sou apenas
Um dançarino que dança conforme
a vida pulsa em mim.
amor em mim
Agora, findas as idealizações
Por te amar inteira
Posso me perdoar
Me aceitar: Sou humano precário
Aceitando percebo: sofrimento é uma opção.
posso amar cada defeito teu.
Somos o que somos: nós.
“Já não sofro, já não brilhas,
Mas somos uma coisa tão diversa
Da que pensava que fossemos.”
Somos o que somos: nós.
“Já não sofro, já não brilhas,
Mas somos uma coisa tão diversa
Da que pensava que fossemos.”
Por te amar inteira
Posso me perdoar
Me aceitar: Sou humano precário
Aceitando percebo: sofrimento é uma opção.
Obrigado minha cara, do fundo do meu coração.
Tu me fizestes me ver.
Agora posso me entregar de fato, porque nada mais espero.
Tu me fizestes me ver.
Agora posso me entregar de fato, porque nada mais espero.
E então somos um, porque somos.
Vejo todo amor que há dentro de mim
E ele se outra em tu.
Por isso somos um.
Vejo todo amor que há dentro de mim
E ele se outra em tu.
Por isso somos um.
E resta em meu peito
Aquela terna lembrança.
Eterna, afinal, constitui meu eu.
Aquela terna lembrança.
Eterna, afinal, constitui meu eu.
E o destino e os planos se desfazem:
O eterno beijo do céu e do mar no horizonte é tudo que há.
Tenho agora um mar de possibilidades a minha frente
O eterno beijo do céu e do mar no horizonte é tudo que há.
Tenho agora um mar de possibilidades a minha frente
Porque vejo o amor que pulsa dentro de mim.
A busca pela completude findou-se em mim.
Amor em mim.
A busca pela completude findou-se em mim.
Amor em mim.
terça-feira, 1 de maio de 2012
do amor
quando você o vê
ele também te enxerga
mesmo de longe.
anda no seu tempo
mas um dia ele
há de chegar
de mansinho.
e vai ser uma história
que inventa seu próprio
fim.
porque ele já está aqui dentro
pulsando e
vai outrar-se
em um nós.
e tudo fará mais sentido
em meio a flores.
afinal, o que é a vida
senão flores que você encontra
pelo caminho?
ele também te enxerga
mesmo de longe.
anda no seu tempo
mas um dia ele
há de chegar
de mansinho.
e vai ser uma história
que inventa seu próprio
fim.
porque ele já está aqui dentro
pulsando e
vai outrar-se
em um nós.
e tudo fará mais sentido
em meio a flores.
afinal, o que é a vida
senão flores que você encontra
pelo caminho?
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