conhecia apenas a irmã, e a mãe
mas já me encontrei com a muher
algumas vezes.
como todo enigma
cada vez que o encaro
é diferente.
fico tentando imaginar todas possibilidades.
(ainda sou um menino nesse jogo)
conheci a mulher tarde.
e na minha inocência de menino
só via a irmã e a mãe nelas.
o homem é tão simples
como a mulher pode ser tão diferente sendo a mesma coisa?
posso tê-la, mas como homem, no dia seguinte
eu sou mim.
boto um sorriso de canalha no rosto
disfarço uma confiança de cavalheiro
e encontro outra.
e continuo sendo mim.
vivo numa ficção
emulando amor.
quero uma paixão espiritual
de sexo tântrico
a cada beijo
a cada toque que me enerva.
difícil de encontrar
achei que nas mulheres a delicadeza
e a sutileza fossem mais presentes
ledo engano.
resta esperar meu coração falar
palpitar por um alguém.
mas nesses dias eu sou tão todos
e ninguém.
"Deixa pra depois
O que já não precisa esperar
E tudo que não deu pra consertar
Por culpa do depois
Não tem jeito não
A gente sempre espera piorar
a gente sempre deixa de cuidar do que já tem na mão
Mas é sem querer
Sem querer
Então, taí nosso refrão
Taí
Deixa pra depois
O que já não precisa mais deixar
Mudando as mesmas coisas de lugar
A certa coisa certa a se fazer
E diz que só queria descansar
De quem a gente mesmo escolheu sersem querer
É sempre sem querer
Então, taí nosso refrão
Taí
Sem graça
Então, taí
Pois então
Taí"
Eu não tenho um barco, disse a árvore- Cícero Lins
dura é a busca sem um barco para navegar nesse mar.
só me encontrando vou encontrar um par.
como o mar encotra o céu num beijo infinito
de simples detalhes e coincidências: amor.
nada mais me importa.
"quem sou eu" ficou desgastado
aqui dentro
porque nesse exato instante sou.
talvez ai esteja o real enigma:sentir.
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