eu abro no fecho
começo onde termino
no infinito horizonte
céu e mar se beijam
no infinito
horizonte visível
possivel ou
impossível?
se o pintarmos de ideais
continuará impossível.
não há fim
nem começo:
o tempo como unidade
é uma invenção do homem.
a vida, como o tempo
são fluxos e por isso
intermináveis.
o segredo da eternidade não é a duração
mas a entrega.
frente a nossa entrega o universo
se comove e tudo acontece.
ame como um pôr do sol.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
devir
a gente sempre acha
que temos um dever:
a coisa certa a se fazer.
pobres de nós, somos tão
sem sentido como uma barata.
nos esquecemos disso, mas a vida
nos lembra.
e é justamente desse mar de caos
(vazio de signos, se nos permitimos mergulhar)
que brota delicado o devir.
ele é o dever que já não é mais
mas continua sendo.
como num rio não existem dois pontos
iguais, mas não deixa de ser um fluxo.
como um horizonte em que céu e
mar nunca se encontram, mas continuam
se beijando.
eterno devir, nos faz eternar por ai
numa lágrima
num sorriso
num momento.
fugidios e por isso eternos.
somos o que não fomos preparados para ser:
humanos demasiado humanos.
que temos um dever:
a coisa certa a se fazer.
pobres de nós, somos tão
sem sentido como uma barata.
nos esquecemos disso, mas a vida
nos lembra.
e é justamente desse mar de caos
(vazio de signos, se nos permitimos mergulhar)
que brota delicado o devir.
ele é o dever que já não é mais
mas continua sendo.
como num rio não existem dois pontos
iguais, mas não deixa de ser um fluxo.
como um horizonte em que céu e
mar nunca se encontram, mas continuam
se beijando.
eterno devir, nos faz eternar por ai
numa lágrima
num sorriso
num momento.
fugidios e por isso eternos.
somos o que não fomos preparados para ser:
humanos demasiado humanos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
raiva
preciso destruir o mundo
preciso destruir essa merda toda
preciso explodir
queria que tudo fosse diferente
e não é por minha culpa
queria poder mudar tudo
mas eu só faço tudo errado
estou com raiva de mim.
vou assim me matando aos poucos
explodindo por dentro
até não aguentar mais e vomitar tudo.
só transformando toda ess a raiva
em força de existir
vou ser ser capaz de transformar
o mundo.
preciso destruir essa merda toda
preciso explodir
queria que tudo fosse diferente
e não é por minha culpa
queria poder mudar tudo
mas eu só faço tudo errado
estou com raiva de mim.
vou assim me matando aos poucos
explodindo por dentro
até não aguentar mais e vomitar tudo.
só transformando toda ess a raiva
em força de existir
vou ser ser capaz de transformar
o mundo.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
ecce homo
"aqui não se pode mais fazer menos que responder à pergunta "como chegar a ser o que é"? Com isso, toco a obra-prima da arte da auto conservação, do egoísmo.. Com efeito, se admitirmos a determinação, a missão particular, o destino dessa misão está muito acima da média ordinária, pois não há perigo maior do que dar-se conta de si meso e, conjuntamente, desta missão.O fao de tornar-se aquilo que é, admite que não se tenha mais longinqua ideia ideia daquilo que se é. Sob este ponto de vista também os erros da vida T~em o seu significado e o seu valkor, bem como as estradas mais longase os dos círculos viciosos, as cogitações, as "modéstias", a seriedade, dissipados pelas finalidades que se situam fora daquele escopo. Nisso se amnifesta uma grande sabedoria; se esquecer-se,menoscabar-se,dimuir-se,restringir-se,tornar-se medíocre seria encarnar a própria "razão". Para expressar-se com uam forma colhida da moral; o amor do próximo, o viver pelos outros etc podem ser as medidas preventivas para a conservação do mais absoluto amor de si mesmo.Este é o caso excepcional no qual eu, contra os meus hábitos e as minhas convicções , defendoos impulsos altruísticos:aqui eles agem a favor do egoismo, da educação pessoal.è necessário possuir toda superfície da consciência- a consciência é uma superfície- vazia de qualquer grande imperativo."
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
sentido
o sentido é sempre sentido
pode ser um riso,
um frio na barriga:
está solto por ai
como uma andorinha.
não adianta tentar pegá-lo
ou guardá-lo:
ele é livre.
não adianta buscá-lo
ele só dá o ar da graça
no momento devido.
não adianta tentar conformá-lo
num ideal
porque ele é
e não é.
quando sentido sempre
deixa boas lembranças
porque nos lembra quem somos.
e somos isso: tradição
e traição.
pode ser um riso,
um frio na barriga:
está solto por ai
como uma andorinha.
não adianta tentar pegá-lo
ou guardá-lo:
ele é livre.
não adianta buscá-lo
ele só dá o ar da graça
no momento devido.
não adianta tentar conformá-lo
num ideal
porque ele é
e não é.
quando sentido sempre
deixa boas lembranças
porque nos lembra quem somos.
e somos isso: tradição
e traição.
domingo, 11 de novembro de 2012
encontro
quando nada faz sentido:
guerra civil cá dentro.
não sei quem sou
que quero.
estou caindo dentro do
abismo que há em meu peito.
em meio queda perco a noção
de quem sou, e como
num passe de mágica me deixo cair.
então percebo que não estou caindo.
estava sendo, apenas.
sou humano.
me reencontrei comigo.
não preciso de mais nada.
e tudo vai fazer sentido
porque eu sou.
guerra civil cá dentro.
não sei quem sou
que quero.
estou caindo dentro do
abismo que há em meu peito.
em meio queda perco a noção
de quem sou, e como
num passe de mágica me deixo cair.
então percebo que não estou caindo.
estava sendo, apenas.
sou humano.
me reencontrei comigo.
não preciso de mais nada.
e tudo vai fazer sentido
porque eu sou.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
disfarce
enquanto eu tentar entender
não entendo.
enquanto eu tentar amar
não amo.
enquanto eu tentar me encontrar
não me encontro.
não posso me salvar.
sou herege
por isso não dianta tentar.
tentar é um disface.
tento alcançar o inacançavel:
estou preso pelos meus próprios
grilhões.
só me resta jogar-me no abismo.
não entendo.
enquanto eu tentar amar
não amo.
enquanto eu tentar me encontrar
não me encontro.
não posso me salvar.
sou herege
por isso não dianta tentar.
tentar é um disface.
tento alcançar o inacançavel:
estou preso pelos meus próprios
grilhões.
só me resta jogar-me no abismo.
sábado, 3 de novembro de 2012
a Paulo Lemisky
a arte corrompe
aos olhos dela
tudo pode ser uma
merda cagada.
e no fim
quem somos?
uma merda qualquer
que nem todas as merdas.
então tudo tanto faz.
mas e o brilho de um olhar;
o calor de um abraço
onde estão??
estão por toda parte
quando a liberdade de ser
aquilo que somos vibra
no peito.
não existem mais limites
porque somos tudo.
arte por toda
parte.
porque isso de querer ser
exatamente o que a gente é
ainda vai nos levar além.
aos olhos dela
tudo pode ser uma
merda cagada.
e no fim
quem somos?
uma merda qualquer
que nem todas as merdas.
então tudo tanto faz.
mas e o brilho de um olhar;
o calor de um abraço
onde estão??
estão por toda parte
quando a liberdade de ser
aquilo que somos vibra
no peito.
não existem mais limites
porque somos tudo.
arte por toda
parte.
porque isso de querer ser
exatamente o que a gente é
ainda vai nos levar além.
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