segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Suavidade

A tal da felicidade
Sempre a imaginei
escondida: não podia estar
na concretude do real

Essa tal realidade oscila
As vezes parece vazia
como um feed do Facebook

E não sabemos onde encontrá-la
Pensamos que pode ser nas férias
Ou num momento de catarse, como o
aniversário

Ou fugimos para intensidades
afim de sentir uma montanha
russa no estômago afim de suprimir
essa falta.
Só que no final, acabamos de mãos vazias.

Mas ela é bem mais simples
Diferente da eternidade
porque não é absoluta, ela é
passageira como o vento.

Está como se fosse no vento que nos
sopra pra cima ou pra baixo
que nos deixa com aquela sensação de movimento.

Por isso não adianta fugir atrás  dela,
é como correr pra sentir o vento.
Nos resta observar e tentar senti-la nas pequenas coisas.

Como o movimento das marés,
nossos momentos de auge e fundo
oscilam e ser feliz é  estar bem com isso.
Saber que o tempo é inventado e que tudo de bom e ruim também é passageiro.

O sentido está no caminhar:
en lutar sem se importar em ser derrotado.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Utopia real

Não sei o que é
Mas sei que me sinto bem
Parecia aleatório
no inicio, mas depois
parecia que não podia ser
outra coisa.

A vida pulsava na árvore
como se aquele tivesse
que ser o seu lugar.
Não poderia haver outro.

A dor de carregar os
frutos até a primavera
parecia seu destino.
Havia até um certo
prazer nessa dor.

Ela balançava ao vento
como se a vida fosse
uma utopia real demais
pra nos fazer perdedores.

Ela trazia consigo a perseverança
advinda da sabedoria
das ancestralidades.
Não era cética,  já sabia o que era real
e nem por isso deixava de ser utópica.