A tal da felicidade
Sempre a imaginei
escondida: não podia estar
na concretude do real
Essa tal realidade oscila
As vezes parece vazia
como um feed do Facebook
E não sabemos onde encontrá-la
Pensamos que pode ser nas férias
Ou num momento de catarse, como o
aniversário
Ou fugimos para intensidades
afim de sentir uma montanha
russa no estômago afim de suprimir
essa falta.
Só que no final, acabamos de mãos vazias.
Mas ela é bem mais simples
Diferente da eternidade
porque não é absoluta, ela é
passageira como o vento.
Está como se fosse no vento que nos
sopra pra cima ou pra baixo
que nos deixa com aquela sensação de movimento.
Por isso não adianta fugir atrás dela,
é como correr pra sentir o vento.
Nos resta observar e tentar senti-la nas pequenas coisas.
Como o movimento das marés,
nossos momentos de auge e fundo
oscilam e ser feliz é estar bem com isso.
Saber que o tempo é inventado e que tudo de bom e ruim também é passageiro.
O sentido está no caminhar:
en lutar sem se importar em ser derrotado.