chegou o dia em que não consigo mais
me diluir pelo mundo.
me assumi responsável por mim.
a responsabilidade
da real liberdade
me fez abdicar do ideal.
fiquei vazio
e a vida ficou pesada.
sem ideal a vida parece não ter sentido:
se arrasta por nós através do tempo.;
ninguém mais é capaz de me fazer feliz
nenhum trabalho me realiza
não existe mais o porvir de felicidade.
esta é a bela crueza da realidade.
chegou o dia em que a vida,
apenas, é uma ordem:
sem mistificações.
chegou o dia em que o sentido
se liquefez num cotidiano
de (revi)ravoltas.
ele apenas está esparramado por ai
num sorriso, ou num choro sincero.
ele apenas é.
chegou o dia em que eu me basto em mim:
eu invento o mundo.
por isso meus ombros suportam o mundo.
domingo, 2 de dezembro de 2012
ausência de si
nesse embróglio
preciso ser alguém
me vomito
não me entendo.
não me amo.
não me quero.
quero me vomitar todo.
dias de
horas (nada)ando por ai
e nada mais.
e no final
estou explodindo
no meio desse vazio
cheio demais que criei.
só quero ser eu mesmo,
será que isso é tão dificil assim?
preciso ser alguém
me vomito
não me entendo.
não me amo.
não me quero.
quero me vomitar todo.
dias de
horas (nada)ando por ai
e nada mais.
e no final
estou explodindo
no meio desse vazio
cheio demais que criei.
só quero ser eu mesmo,
será que isso é tão dificil assim?
Assinar:
Postagens (Atom)