ah, quem dera
estou rindo de mim
não sei o que fazer
parece que vivo
num semi viver
onde nada existe de fato.
parece que tudo pode acabar
no próximo segundo.
vivendo com o coração
sempre a boca.
estou humano demais
e isso me assusta.
não sei o que fazer:
vou vivendo.
a vida é o eterno mistério
vou tateando o futuro
pela minh'alma.
me traindo,
porque meu corpo moral
preferia uma vida as claras
mas a alma me trai
vou me escusando
amando até
onde nao sabia que podia ir
não tem jeito:
vou deixar vir
apender a fluir e
vou morrendo disso aos
pouquinhos.
meu medo era
amar e não ser amado.
mas que se foda,
agora só amo quando quero
não vou mais amar em função de uma perspectiva
do outro
vou trair meu medo.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
você
estava no supermercardo. nao sei porque me encanto pelo vinho em promoção:uruguaio. ai tem coisa, digo para mim. em meio a uma fila de caixa rápido lembranças me vem. sinto saudade.é, fingia pra mim que nao sabia. a semana tinha sido longa, encontrei com todas elas. olhei no fundo do olho de cada uma. eu queria continuar sem saber, mas eu tinha saudades de você. eu achava que não sabia, mas eu sabia, eu queria você.talvez isso queira dizer amor,por mais que eu relute em me entregar.pra mim você nao é fácil, mexe na minha espinha dorsal. e as vezes o tempo e a distância me fazem sentir como se nada tivesse acontecido,mas a minha memória não deixa.queria não me sentir assim, indefeso,vulnerável.. e por isso fujo como posso, mas nao consigo. fujo porque te amo e volto porque te amo mais ainda.
por outro lado, isso tudo me faz escolher te amar porque é isso que sou. me lembro de nós na praia: a mulher e o mar.o mar engole a mulher. tudo vira a mar.a leve briza me massageava o rosto.amar não era mais ventania. sentia uma alegria mansa:o destino que se cumpriu.brotou flor. a paixão não me queimava,sorria.
por isso meu estomago ficava embrulhado.não sabia mais viver. estava livre demais. um ciclo se completara.agora eu amava o que era:um imenso nada.cheguei aqui porque trai minhas mágoas.eu me estranhei:estava sendo.o mundo não era mais um transe, era o mundo apenas.assim, a realidade do mundo se materializou como eu a havia inventado. fui dormir.
por outro lado, isso tudo me faz escolher te amar porque é isso que sou. me lembro de nós na praia: a mulher e o mar.o mar engole a mulher. tudo vira a mar.a leve briza me massageava o rosto.amar não era mais ventania. sentia uma alegria mansa:o destino que se cumpriu.brotou flor. a paixão não me queimava,sorria.
por isso meu estomago ficava embrulhado.não sabia mais viver. estava livre demais. um ciclo se completara.agora eu amava o que era:um imenso nada.cheguei aqui porque trai minhas mágoas.eu me estranhei:estava sendo.o mundo não era mais um transe, era o mundo apenas.assim, a realidade do mundo se materializou como eu a havia inventado. fui dormir.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
ralo
chega um dia em que a vida
é, apenas:
uma ordem sem mistificação.
chega um dia
em que os velhos
pedaços negros
da sua história ficam brancos.
tudo vai para o ralo.
o ralo que tudo absorve.
o ralo que é você.
desse troço emerges:
sou podre
sou fértil
sou feliz
sou triste.
de tantos seres
somos sem distinção.
somos sonhos
somos realidades
somos o que somos.
é, apenas:
uma ordem sem mistificação.
chega um dia
em que os velhos
pedaços negros
da sua história ficam brancos.
tudo vai para o ralo.
o ralo que tudo absorve.
o ralo que é você.
desse troço emerges:
sou podre
sou fértil
sou feliz
sou triste.
de tantos seres
somos sem distinção.
somos sonhos
somos realidades
somos o que somos.
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