domingo, 20 de abril de 2014

coqueiros

mosaico de coqueiros
entre o sim e o não
como se tudo só existisse no ar
das mãos que tocam
o tecido entre o céu
e nós.

no limite do existir
(toca ou não toca)

associação ou falsificação?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tempo morto

Tempo nasce
Como riacho
Só que não seca.
Multiplica

Outros tempos já se estão indo
Pra se reinventarem.
Agora é um presente.

Sendo se é
Observo o fluxo
Nasce o nada em mim.

Dai tudo se mistura
Num segundo
Ser.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Artimanha

Como dois compõe uma realidade
(só porque estão ali)
distraídos.

Se estivessem flertando não seriam dois.
Porque um se pensaria no
outro, então já são cada um.

Os dois se movimentam pela inércia do
movimento inicial.
Só que a todo instante começa de novo.
Eternamente desconhecidos se conhecem
(perdem-se no horizonte dos olhos um do outro)

Sua sina é ser como o céu e mar
( se tocam, sem encontrar-se como num beijo)
Até o anoitecer

Porque a noite é infinita.

http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_de_Olbers