eu quero paz
ser inteiro
as tensões sempre vão estar ali
mas hoje estão abrandadas
isso é a paz
consciência de que tudo vai explodir
mas só amanhã
e só por hoje é paz
domingo, 27 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
pesado
um pai maluco
uma tia gananciosa
uma mãe mandona e careta
e eu? o que me resta?
tudo pesa
me perco no meio disso
não sei mais o quero
apenas o que devo
mas e eu?
é duro ser leve
mas é tudo que posso querer
na minha leveza pesada
sigo entre o dever e o querer
não sei aonde vou
só quero sair.
uma tia gananciosa
uma mãe mandona e careta
e eu? o que me resta?
tudo pesa
me perco no meio disso
não sei mais o quero
apenas o que devo
mas e eu?
é duro ser leve
mas é tudo que posso querer
na minha leveza pesada
sigo entre o dever e o querer
não sei aonde vou
só quero sair.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
enterrado em mim
no meu fundo
senti minhas raízes
elas me assustavam
hoje vi que são relativas
como tudo
não tenho mais porque escondê-las
pois sei que também sou elas
elas me completam
e me fazem eu
a carne cicatrizou
pronto pra liberdade do ser
verbo intransitivo
consciência plena do ser
senti minhas raízes
elas me assustavam
hoje vi que são relativas
como tudo
não tenho mais porque escondê-las
pois sei que também sou elas
elas me completam
e me fazem eu
a carne cicatrizou
pronto pra liberdade do ser
verbo intransitivo
consciência plena do ser
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Nem tudo é o que parece
sou sensível
e como isso me assusta
admitir isso para os outros era pra mim uma dor
hoje é um prazer
porque sei que sou
sou leve
se me sinto até o meu fundo
o peso está em outros ombros
não no amor
na razão demasiada
que supostamente me protege
mas que na vida me dilacera
quero ser
sem medo
seu eu cair, levanto
é o jeito.
e como isso me assusta
admitir isso para os outros era pra mim uma dor
hoje é um prazer
porque sei que sou
sou leve
se me sinto até o meu fundo
o peso está em outros ombros
não no amor
na razão demasiada
que supostamente me protege
mas que na vida me dilacera
quero ser
sem medo
seu eu cair, levanto
é o jeito.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Alegria, Alegria
Do nada
ela vem
boba alegre
será que ela tem fundamento?
o motivo que a trouxe é verdadeiro?
quem se importa?
coma torta!
quero comê-la
aproveitá-la por inteiro
leve, livre, feliz!
ela vem
boba alegre
será que ela tem fundamento?
o motivo que a trouxe é verdadeiro?
quem se importa?
coma torta!
quero comê-la
aproveitá-la por inteiro
leve, livre, feliz!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
eu
o paradoxo me define
o superexposto
e o obscuro vivem em mim
se repelindo e se atraindo
as vezes isso me desconserta
noutros tempos me completa
só quero um eixo
mas devo quero-lo
como se quer o dia
espontanemaente
consciência plena do ser
o superexposto
e o obscuro vivem em mim
se repelindo e se atraindo
as vezes isso me desconserta
noutros tempos me completa
só quero um eixo
mas devo quero-lo
como se quer o dia
espontanemaente
consciência plena do ser
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
amor
amor não é humano
é natural
queriamos que fosse conta bancária
mas é vivo, caudaloso
um rio que termina e começa
muito antes e depois de nós
somos pequenos
esse é o nosso problema
meu problema
quero contar amor
fico pequeno
e me acho grande, me afundo
mas no fundo do poço
sinto o chão e vejo minha falência
para ser grande é preciso ser pequeno
vulnerável; entregue
mas inteiro porque quero ser isso
seu
é natural
queriamos que fosse conta bancária
mas é vivo, caudaloso
um rio que termina e começa
muito antes e depois de nós
somos pequenos
esse é o nosso problema
meu problema
quero contar amor
fico pequeno
e me acho grande, me afundo
mas no fundo do poço
sinto o chão e vejo minha falência
para ser grande é preciso ser pequeno
vulnerável; entregue
mas inteiro porque quero ser isso
seu
pulsar
eu me vejo quando escrevo
vejo o que realmente sou, ou estou
isso me acalenta inexplicavelmente
vejo com clareza, como um reflexo na água
o que sou, como sou
presinto que sou humano
suscetível e vulnerável
me toco
sinto meu pulsar, vivo
fulgaz, portanto louco
deslumbrado com a imensidão
quero abraçar tudo
mas nao posso
tenho que me contentar comigo
e meu reflexo desconexo
o mundo que vive em mim
eu sou você, nós e tudo
perfeição incompleta
aos poucos me reconstruo.
vejo o que realmente sou, ou estou
isso me acalenta inexplicavelmente
vejo com clareza, como um reflexo na água
o que sou, como sou
presinto que sou humano
suscetível e vulnerável
me toco
sinto meu pulsar, vivo
fulgaz, portanto louco
deslumbrado com a imensidão
quero abraçar tudo
mas nao posso
tenho que me contentar comigo
e meu reflexo desconexo
o mundo que vive em mim
eu sou você, nós e tudo
perfeição incompleta
aos poucos me reconstruo.
branco
queria ser branco
neutro, invisível, se possível.
mas não sou
quero ser uma concha e só me abrir quando necessário
tenho vergonha de mim
nao quero ser intenso
só quero ser um ponto
que pode virar um quadro
um leque fechado, mas que quando amado se abre
não posso viver, eu não me suporto dilacerado
talvez entreaberto
o mundo é fechado por isso nao posso ser aberto
com serenidade e livre da ansiedade dos neuróticos
até porque também sou louco
hei de ser fechado para o mundo
e aberto a quem realmente quero.
neutro, invisível, se possível.
mas não sou
quero ser uma concha e só me abrir quando necessário
tenho vergonha de mim
nao quero ser intenso
só quero ser um ponto
que pode virar um quadro
um leque fechado, mas que quando amado se abre
não posso viver, eu não me suporto dilacerado
talvez entreaberto
o mundo é fechado por isso nao posso ser aberto
com serenidade e livre da ansiedade dos neuróticos
até porque também sou louco
hei de ser fechado para o mundo
e aberto a quem realmente quero.
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