Os meus amores
estão num céu
estrelado.
Todos fazem parte
da constelação de vida
que me forma
Algumas já se apagaram
Outras estão brilhando mais forte
Todas estão lá e
eu a admirá-las.
O que faz uma estrela morrer
não é a falta de amor.
É falta de clareza.
Se eu não sou eu, ela
não pode ser ela.
O brilho só se faz
com poureza.
Ela é resultado de
uma real integridade.
A inteireza nos faz responsáveis.
Estamos sendo, apesar do outro.
Só nós existimos
o outro é uma ilusão.
A responsabilidade nos liberta
do medo.
Se eu sou eu
nada pode estar errado.
A liberdade verdadeira é
pura e inocente.
É um céu estrelado.
É um universo a nos surpreender.
segunda-feira, 25 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
the turning point
Ninguém nasce preparado pra tudo isso. Estamos todos na merda e chafurdando nela nos esbarramos.No meio da merda há vida. Ela é o final do ciclo digestivo.Estamos vivos. Alguns semi-vivem, mas todos somos viventes.A vida nos dá solavancos e somos todos tão iguais nisso. Todos nós queremos a mesma coisa:felicidade, amor.. Só que nesse mundo existe um sentir e tudo vira pó.À flor da pele a gente vira agente e ai tudo fica confuso.O tecido social nos exige responsabilidade, mas estou de saco cheio.A real responsabilidade é liberdade, é a inocência de uma criança com a maturidade dum sábio.Vivemos mesmo sendo Ets nesse planeta. Nos falta franqueza para lidar com nosso vazio:seres vivos capitalistas.
terça-feira, 12 de março de 2013
o passado como um refluxo
vejo fotos
vejo vida que passa
tudo passa.
navegando no meio dessas lembranças
vou existindo.
lembro quem sou.
se sei quem sou posso existir
na materialidade.
ainda estou navegando no fundo desse rio
cheguei num tempo em que o passado reflui
mas mesmo assim nada tem que voltar.
tudo está onde deve estar.
por isso não me entendo.
antes haviam lembranças ideiais,
agora está tudo misturado.
vejo vida que passa
tudo passa.
navegando no meio dessas lembranças
vou existindo.
lembro quem sou.
se sei quem sou posso existir
na materialidade.
ainda estou navegando no fundo desse rio
cheguei num tempo em que o passado reflui
mas mesmo assim nada tem que voltar.
tudo está onde deve estar.
por isso não me entendo.
antes haviam lembranças ideiais,
agora está tudo misturado.
segunda-feira, 4 de março de 2013
barquinho
no meio do azul
do céu do mar
há mar.
não sei onde estou
não sei quem procuro
são águas calmas
falta vento pro barco
navegar.
os sentimentos me fugiram
sobrou só o velho vazio.
não sei onde fiquei
não sei com quem.
preciso me reinventar
pra ser só eu.
se eu for eu, você pode ser você.
o tempo passou leve
e não há mais como fugir.
a fuga me distanciava de mim.
se eu for eu, o resto se arranja com o tempo.
do céu do mar
há mar.
não sei onde estou
não sei quem procuro
são águas calmas
falta vento pro barco
navegar.
os sentimentos me fugiram
sobrou só o velho vazio.
não sei onde fiquei
não sei com quem.
preciso me reinventar
pra ser só eu.
se eu for eu, você pode ser você.
o tempo passou leve
e não há mais como fugir.
a fuga me distanciava de mim.
se eu for eu, o resto se arranja com o tempo.
sábado, 2 de março de 2013
morte
tem sempre um dia que é morte
mas que também é vida.
a morte está na vida.
morremos e nascemos todos os dias.
a morte de um tempo
a morte de um ideal
a morte de uma inocência.
quando a morte passa
a vida fica clara demais
e parece que nada existe
além desse vazio.
o vazio me assombra
parece que vamos ser engolidos
por nós mesmos.
como isso é possível?
eu era feliz, eu tinha sonhos
e só sobrou essa indiferença.
nem mágoa, nem esperança: vazio.
na secura do deserto
surge o horizonte infinito
onde há vida.
a morte não deve ser vencida
ela também é vivida.
só que pelo contrário.
é a vida em si mesma:
uma pitada de fé
com gostinho de humildade.
todos somos um
todos estamos indo pra algum lugar
e todos estamos desorientados.
e tudo começa de novo.
swiming in a fish bowl year after year.
mas que também é vida.
a morte está na vida.
morremos e nascemos todos os dias.
a morte de um tempo
a morte de um ideal
a morte de uma inocência.
quando a morte passa
a vida fica clara demais
e parece que nada existe
além desse vazio.
o vazio me assombra
parece que vamos ser engolidos
por nós mesmos.
como isso é possível?
eu era feliz, eu tinha sonhos
e só sobrou essa indiferença.
nem mágoa, nem esperança: vazio.
na secura do deserto
surge o horizonte infinito
onde há vida.
a morte não deve ser vencida
ela também é vivida.
só que pelo contrário.
é a vida em si mesma:
uma pitada de fé
com gostinho de humildade.
todos somos um
todos estamos indo pra algum lugar
e todos estamos desorientados.
e tudo começa de novo.
swiming in a fish bowl year after year.
Assinar:
Postagens (Atom)