sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Folha

A natureza são duas.
Uma,
tal qual se sabe a si mesma.
Outra, a que vemos. Mas vemos?
Ou é a ilusão das coisas?

Quem sou eu para sentir
o leque de uma palmeira?
Quem sou, para ser senhor
de uma fechada, sagrada
arca de vidas autônomas?

A pretensão de ser homem
e não coisa ou caracol
esfacela-me em frente à folha
que cai, depois de viver
intensa, caladamente,
e por ordem do Prefeito
vai sumir na varredura
mas continua em outra folha
alheia a meu privilégio
de ser mais forte que as folhas.

C.D.A.


é não é fácil ser. é de uma sutiliza de uma força muito maior que nós. não se fala,é mudo.ser pequeno e grande.
paradoxo ambulante.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

nada

sabe aqueles dias que vc não está fim de fazer nada, falar nada, ser nada. é estranho como esse sentimento é tóxico, isso me faz ficar tão mal humorado e pior é quando estou assim fico mais vulnerável ainda e parece que preciso de mais atenção externa.talvez seja uma necessidade minha essa coisa de precisar ser alguma coisa. não, não é exatamente isso. antes era assim, acho que hoje é mais como se fosse um vazio. como se eu pudesse sentir o vacuo que tem dentro de você, entre as pessoas, em tudo. isso assusta sabe e tem dias que não dá pra esquecê-lo. ele não é nada, mas ta ali. posso senti-lo como uma briza ou como um buraco negro.não posso escolher como sentir, eu sinto. já quis poder escolher a forma de sentir, mas depois percebi que isso não faz sentido, pois uma escolha é racional. o sentir perde o sentido se ele não é livre. assim como eu. ainda é estranho pra mim como a lógica pode nos levar a lugar nenhum, nos aprisionar.. não quero mais fugir de mim. isso pode ser doloroso porque sei que estou mais vulnerável, mas é muito mais cheio. sou inteiro agora, inclusive no meu paradoxo.ilógico e lógico.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Fim meio Inicio

Sempre achei estranho essas pessoas que tinham blogs. Pra mim eles estavam sempre se colocando sobre o julgamento de outras pessoas. sempre tive meus pensamentos, meus escritos, mas nao sei, não queria revelá-los. Porque? Um medo bobo de se entir julgado. e odeio isso. Meu carderno sumiu  e isso é claro também foi um incentivo de buscar um meio mais seguro para guardar meus pensamentos, me guardar.Hoje sei que apesar de tudo eu quero ser. preciso ser, é o movimento natural. então, serei.. mas não sei o que. essa resposta ou pergunta vai ficar pelo caminho.é difícil seguir cegamente(despropositado), tive um esforço sobrehumano para aprender isso.é duro, as vezes parecia que eu ia me perder. chegou uma hora que me encontrei nisso e vi o tamanho que tinha atingido, como sou maior. como o céu, como o mar.. posso ser tudo e nada. gigante ou anão.agora vejo pelo movimento, pela dialética. tudo é, não é e tende a ser. se desprender de definições. tudo é muito maior que elas. mas ao mesmo tempo o pretérito "perfeito"(onde tudo é, apenas é) ainda existe em mim. porém, num passado, numa lembrança.como se fossem marcas no chão; pegadas.