quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

debaixo dos lençois

lá somos um
minhas mãos
se confundem com as suas.

nossos corpos não se estranham mais:
o toque é macio

minhas mãos escorregam por seu corpo
me divirto descobrindo cada poro
seu.

diante da minha safadeza você me diz:
tu não me amas! só quer fornicar!
e eu respondo:
meu amor, tu já vibras em mim
por isso minhas mãos escorregam com tanta liberdade
e espontaneidade.

o amor está em todo lugar
e como, querida, dizer que
ele não está aqui?

o jogo do amor é tão simples
e complicado.
por que, meu deus?

quero morrer de amor!
em meio a doçura dessa suave
coisa nenhuma que pulsa
em meu corpo.

"Ando tão a flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão a flor da pele
Que teu olhar
Flor na janela
Me faz morrer...

Ando tão a flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão a flor da pele
Que a minha pele tem o fogo
De um juízo final..."


Vapor Barato- Gal Costa e Zeca Baleiro

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