terça-feira, 6 de dezembro de 2011

temo e amo.

do meu querer ser
surge um mito.
algo que nem eu imaginava
que pensava.

ela seria o simbolo
da minha desconstrução máxima.
como posso colocar sobre outros ombros
senão os meus tal responsabilidade?

vista de perto ela sou eu:
meus medos, angústias.
tudo que queria superar
por isso a temo e amo.

agora sei que os caminhos
estão cá dentro
refluindo para mim.
me desfaço e refaço

ela não tem minhas repostas
a resposta as minhas perguntas sou eu.

eterno nas contradições
(tudo sempre borbulha diferente)
encarando-a como ela é de fato
me reconstruo.

se eu observá-la de frente
tremo
ou a detesto.

amor fati
faço do meu destino um sim
não quero mais ser corajoso
vou apenas assumir meus medos.
sendo?

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