do meu querer ser
surge um mito.
algo que nem eu imaginava
que pensava.
ela seria o simbolo
da minha desconstrução máxima.
como posso colocar sobre outros ombros
senão os meus tal responsabilidade?
vista de perto ela sou eu:
meus medos, angústias.
tudo que queria superar
por isso a temo e amo.
agora sei que os caminhos
estão cá dentro
refluindo para mim.
me desfaço e refaço
ela não tem minhas repostas
a resposta as minhas perguntas sou eu.
eterno nas contradições
(tudo sempre borbulha diferente)
encarando-a como ela é de fato
me reconstruo.
se eu observá-la de frente
tremo
ou a detesto.
amor fati
faço do meu destino um sim
não quero mais ser corajoso
vou apenas assumir meus medos.
sendo?
Nenhum comentário:
Postar um comentário