quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

o mistério da esfinge

de tanto procurar
achei.
de tanto me perder
encontrei.

olhava pro mundo
e ele me olhava:cão feroz
queria quebrar paradigmas
ser outro senão eu.
(ou o que eu vinha sendo)

em meio a tempestade de areia
minha visão ficou nebulosa
e tudo era contradição
e eu, o que era?
estava em busca do belo e do vulgar
e de um  novo juízo de valores.

quis ser não sendo
crítica idealista
e como numa valsa
dançei comigo mesmo
até ficar tonto.

de tonto cai no chão
e vi meu reflexo.
quem sou?
o mistério da esfinge;
é o homem!
bingo!

tão óbvio que não percebi
ali, nas minhas entranhas
está o além conceito
ali ,vou me reconstuir

a resposta está cá dentro.
e o mundo vai nascer de novo
porque aqui dentro está tudo ficando diferente.

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