Não sei o que é
Mas sei que me sinto bem
Parecia aleatório
no inicio, mas depois
parecia que não podia ser
outra coisa.
A vida pulsava na árvore
como se aquele tivesse
que ser o seu lugar.
Não poderia haver outro.
A dor de carregar os
frutos até a primavera
parecia seu destino.
Havia até um certo
prazer nessa dor.
Ela balançava ao vento
como se a vida fosse
uma utopia real demais
pra nos fazer perdedores.
Ela trazia consigo a perseverança
advinda da sabedoria
das ancestralidades.
Não era cética, já sabia o que era real
e nem por isso deixava de ser utópica.
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