Brasil,
país da usura, 2016.
Imagine uma floresta, repleta de signos intra-uterinos. Toda per se, toda endógena. Sua primeira imagem é a que fica mais forte desde a chegada. Nós a vemos como infinita, em águas, em verde inimaginável, num horizonte sem fim. Tanta beleza só poderia gerar cobiça.
A fé no dia do juízo final faz esse povo da floresta e vive nessa terra abundante acreditar que um dia vai melhorar. No entanto, não sabemos até quando vai durar esta peça. Os personagens não estão claros e os sujeitos obscuros. A única ferramenta que temos são alguns computadores velhos num lugar distante. O importante é pensarem que observamos tudo.
Em toda essa trama, ninguém sabe quem é quem. Apenas que acontecem acordos tácitos entre as pessoas, personagens auto relacionados pela interação/dominação/colonização de interesses. Esta é uma história sobre o cotidiano de uma repartição pública. Precisamos deixar claro que o conflito de interesses aqui relatado pelo autor é uma ilusão do mesmo.
A razão nasceu da ilusão ou da oposição? Porque a emoção não é racional? Na realidade, existem fatos concretos a serem interpretados. Por outro lado, dentro de nós existem as sensações destes fatos. Temos um limitante de espaço corporal, contorno: corpo. Apesar de nos esquecermos disso todos os dias ao acordarmos e irmos para o trabalho. Aí pode começar a felicidade ou o ranço.
No interior do Amazonas, no Alto Rio Negro, existia uma casa. Com goteiras, ratos e mucuris, um quintal cheio de mosquitos. Lá entrava muita gente por dia, talvez mais de 100 pessoas. Todas deveriam ir lá para conseguir alguma coisa, mas não era exatamente assim.
No inicio havia apenas uma, depois, quase que simultaneamente chegaram mais três. Imagine como não era dividir tão pouco espaço entre seres tão diversos. Só poderia ser uma consequência do clima péssimo. Ainda mais num país com a cultura de que o público não é de ninguém. Sempre damos um jeitinho, né.
A informalidade num ambiente de aparente extrema formalidade pode deixar um sujeito maluco. Não sei como essas duas coisas convivem. Adicionadas a uma distância descomunal das instâncias superiores imagine o que acontece: caos.
Nisso aí eu aprendi uma regra básica de sobrevivência: tirar o meu da reta. Prática necessária para evitar desgastes (des) necessários. O bom é o correto? O conflito nuclear me rulmina por dentro nesse clima absurdo. Não sei onde vai parar. Só tento me defender, mas parece que só sou capaz de piorar minha própria situação. Aonde julgamentos precipitados podem nos levar?
A patroa era gente muito fina. Entrava muda e saía calada, apenas concordava. Mas ela tinha uma irmã gêmea que falava por ela. Como ela não incomodava e a irmã se sentia privilegiada de ter uma relações públicas a seu favor, ficava por isso. Desgoverno tácito.
Imagine uma floresta, repleta de signos intra-uterinos. Toda per se, toda endógena. Sua primeira imagem é a que fica mais forte desde a chegada. Nós a vemos como infinita, em águas, em verde inimaginável, num horizonte sem fim. Tanta beleza só poderia gerar cobiça.
A fé no dia do juízo final faz esse povo da floresta e vive nessa terra abundante acreditar que um dia vai melhorar. No entanto, não sabemos até quando vai durar esta peça. Os personagens não estão claros e os sujeitos obscuros. A única ferramenta que temos são alguns computadores velhos num lugar distante. O importante é pensarem que observamos tudo.
Em toda essa trama, ninguém sabe quem é quem. Apenas que acontecem acordos tácitos entre as pessoas, personagens auto relacionados pela interação/dominação/colonização de interesses. Esta é uma história sobre o cotidiano de uma repartição pública. Precisamos deixar claro que o conflito de interesses aqui relatado pelo autor é uma ilusão do mesmo.
A razão nasceu da ilusão ou da oposição? Porque a emoção não é racional? Na realidade, existem fatos concretos a serem interpretados. Por outro lado, dentro de nós existem as sensações destes fatos. Temos um limitante de espaço corporal, contorno: corpo. Apesar de nos esquecermos disso todos os dias ao acordarmos e irmos para o trabalho. Aí pode começar a felicidade ou o ranço.
No interior do Amazonas, no Alto Rio Negro, existia uma casa. Com goteiras, ratos e mucuris, um quintal cheio de mosquitos. Lá entrava muita gente por dia, talvez mais de 100 pessoas. Todas deveriam ir lá para conseguir alguma coisa, mas não era exatamente assim.
No inicio havia apenas uma, depois, quase que simultaneamente chegaram mais três. Imagine como não era dividir tão pouco espaço entre seres tão diversos. Só poderia ser uma consequência do clima péssimo. Ainda mais num país com a cultura de que o público não é de ninguém. Sempre damos um jeitinho, né.
A informalidade num ambiente de aparente extrema formalidade pode deixar um sujeito maluco. Não sei como essas duas coisas convivem. Adicionadas a uma distância descomunal das instâncias superiores imagine o que acontece: caos.
Nisso aí eu aprendi uma regra básica de sobrevivência: tirar o meu da reta. Prática necessária para evitar desgastes (des) necessários. O bom é o correto? O conflito nuclear me rulmina por dentro nesse clima absurdo. Não sei onde vai parar. Só tento me defender, mas parece que só sou capaz de piorar minha própria situação. Aonde julgamentos precipitados podem nos levar?
A patroa era gente muito fina. Entrava muda e saía calada, apenas concordava. Mas ela tinha uma irmã gêmea que falava por ela. Como ela não incomodava e a irmã se sentia privilegiada de ter uma relações públicas a seu favor, ficava por isso. Desgoverno tácito.
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