da utopia das mãos se
encontrando
crio histórias de possíveis
acontece que na real
eu não sei lidar com eles.
também não caibo
nos textos de discussão
sobre amor livre:
como teorizar sobre os afetos?
vou me descobrindo
cada vez mais
solitário.
não tem mais metade:
só tem eu aqui nesse mundo
quero coisas bem simples
nem um pouco utópicas
é só o encriançamento das coisas
quero verdades não-obrigatórias
quero o acaso mágico
quero o impossível do possível
quero estar e
não preencher meus vazios com
alguém.
simples, pontual, só.
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