nos dias duros
de passagem dos tempos
vou me executando:
gerenciamento do tempo
e quando vejo não sei de mais nada:
dois meninos cegos se ajudando
a caminhar num corredor.
choro sem sabern o porquê.
(pra que saber?)
inventei minha solidão
apegado numa utopia infantil
de felicidade.
(nunca deixei de ser aquela mesma criança)
o entardecer dessas infantilidades
me floresce mais uma vez:
a vida é tão rara..
morri de pensamento.
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