Esse grande nada que
nos circunda
depois de nos desesperarmos
depois de amá-lo
depois de odiá-lo
depois de nos envolvermos
chega o dia em que nada é nada.
choro e não sei porque.
choro, porque estou vivo
choro, porque não sei de nada
choro, porque sou Deus.
na existência infinita
eu sou um ponto finito
sou nada.
e eu estou exatamente aqui
e nada mais.
só isso: choro porque existo.
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