estava no supermercardo. nao sei porque me encanto pelo vinho em promoção:uruguaio. ai tem coisa, digo para mim. em meio a uma fila de caixa rápido lembranças me vem. sinto saudade.é, fingia pra mim que nao sabia. a semana tinha sido longa, encontrei com todas elas. olhei no fundo do olho de cada uma. eu queria continuar sem saber, mas eu tinha saudades de você. eu achava que não sabia, mas eu sabia, eu queria você.talvez isso queira dizer amor,por mais que eu relute em me entregar.pra mim você nao é fácil, mexe na minha espinha dorsal. e as vezes o tempo e a distância me fazem sentir como se nada tivesse acontecido,mas a minha memória não deixa.queria não me sentir assim, indefeso,vulnerável.. e por isso fujo como posso, mas nao consigo. fujo porque te amo e volto porque te amo mais ainda.
por outro lado, isso tudo me faz escolher te amar porque é isso que sou. me lembro de nós na praia: a mulher e o mar.o mar engole a mulher. tudo vira a mar.a leve briza me massageava o rosto.amar não era mais ventania. sentia uma alegria mansa:o destino que se cumpriu.brotou flor. a paixão não me queimava,sorria.
por isso meu estomago ficava embrulhado.não sabia mais viver. estava livre demais. um ciclo se completara.agora eu amava o que era:um imenso nada.cheguei aqui porque trai minhas mágoas.eu me estranhei:estava sendo.o mundo não era mais um transe, era o mundo apenas.assim, a realidade do mundo se materializou como eu a havia inventado. fui dormir.
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