visitei os montes da sabedoria
me joguei no penhasco do caos
buscando amor.
aprendi a amar o caos
que sou
que tudo é.
em meio a ele me vi
reflexo desconexo
na água que corre.
sei que não sei
única certeza.
mas agora também sei
que tudo é caos
então amor
por isso não posso
criá-lo nos outros.
não sou deus.
porém posso criá-lo em mim
eu sou meu deus.
a procura agora é encontro
posso amar o mundo
meu coração vagabundo
descobriu seu compasso
no encontro com o caos.
mas também sem descompasso
não há compasso
infinito no meu paradoxo vivo
amo.
sigo num compasso descompassado
sem norte ou sul
mas certo do encontro
esperança é tudo que tenho
evidente no meu pulsar
amor em mim.
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