a gente aprende
que amar é tudo.
é subliminar.
mas não é não.
é simples, como o desabrochar de um botão.
serenidade.
mais simples do que se pensa.
ele sempre esteve ali
te espreitando
só você que nunca percebeu
e ai vem aquela felicidade
de completude
na infinitude do segundo.
felicidade inteira.
por que vem de dentro e se manifesta fora.
ah, como é bom..
AUSÊNCIA
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
Nenhum comentário:
Postar um comentário